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A supervalorização do “dar”

31/07/2009

Esse vai para as meninas que ficam choramingando sem entender o porque de um cara pra quem elas acabaram de “dar” não mudar a forma de tratá-las (melhorar), não demonstrar o mínimo de gratidão ou mesmo passar a ignorá-las ou sumir.

Para entender essa reação masculina, em primeiro lugar precisamos contextualizar o “dar” através de uma verdade absoluta:

Se você trepou com um cara, você não deu absolutamente NADA para ele.

É comum as meninas supervalorizarem uma trepada usando o termo dar: “Ontem eu dei pra ele e hoje ele nem me deu bola”

O termo dar significa oferecer algo sem receber nada em troca e, convenhamos, qualquer trepada é um troca. Você entra numa trepada para gozar e a consequência é que a outra pessoa também goza. Encarar o ato de abrir as perninhas e deixar alguém usar o seu corpo pra atingir o orgasmo como uma dádiva concedida pra essa pessoa é de um egocentrismo sem tamanho.

Se você vai trepar com alguém você vai porque quer, porque está com tesão, porque quer gozar. O único caso onde isso poderia ser considerado dar é se você vai contra a vontade e não vai pra aproveitar, apenas porque o outro quer. Mas neste caso, você tem um problema e não, você não é altruista, você é otária (ou recebeu financeiramente para isto e você é profissional)

Esse termo dar deve vir do tempo do vinho em tonel, quando as mulheres guardavam sua honra (virgindade) para entregá-la (dar) para o seu marido. Naquela época o homem tinha duas possibilidades para obter sexo, ganhar (ela deu) ou comprar (ela vendeu). Porém, desde a década de 70 e a revolução sexual, as mulheres lutaram e conquistaram o direito ao orgasmo, o direito sobre seu próprio corpo, direito de trepar com quem quisesse (termos usados por elas). Vocês conseguiram tudo isso mas aparentemente só nós homens realmente aceitamos e acreditamos nisso.

Se você trepa com um cara achando que ele vai querer namorar com você por causa disso, você está viajando, acorde. Nós queremos namorar, mas não só porque você trepou com a gente. Se você quer trepar com um cara, trepe, aproveite, goze, mas não espere nada em troca apenas por ter trepado. Não espere retribuição pelo dar, mesmo porque, se você obter algo em retorno, não é dar, é vender, e isso é feio. Nós preferimos o escambo do trepar mesmo.