Amizade entre Homem e Mulher

28/09/2009

É possível amizade entre homem e mulher?

Se nos guiarmos pela evidência estatística relevante a resposta é simples e clara: Não!

Antes que voem as pedras explico que essa é a visão masculina do caso e vou explicar o porquê. Até acredito que as meninas acreditem ter melhores amigos homens e acho que realmente vocês consigam tê-los. O que não acredito, tirando as exceções que vou explicar é que homem consiga ter um relacionamento de pura amizade com uma mulher.

A primeira exceção clara e óbvia que permite a existência da amizade Homem X Mulher é o cara ser gay. Acho que isso é auto-explicativo, não?

A segunda exceção é simples também e, acredite, bastante comum. Ela é o desvio da estatística que nos faz confundir o meu não alí em cima e fez você balançar a cabeça de forma negativa quando leu, pensando que eu devo ser um babaca doido ou coisa assim. Essa exceção é simples, o cara não quer trepar com você. Pode ser que ele não sinta o menor tesão por você, pode ser que você seja namorada ou esposa do amigo dele E ele não sinta o menor tesão por você, pode ser que você seja namorada ou esposa do amigo dele e ele GOSTE de verdade desse amigo. Neste caso o cara consegue estrapolar e ser seu amigo. Tá, talvez mais um colega no terceiro caso.

Neste ponto cabe um parêntese importante: O que é amizade?

Estou definindo aqui como amizade algo que vocês meninas costumam dizer: Amigos não trepam. Se extrapolarmos esse conceito besta de vocês todo esse texto perde sentido afinal, para nós, amigos trepam sim! Com isso em mente, que a amizade escrita alí em cima exclui a possibilidade de sexo, voltemos…

Terceira e última exceção e, talvez a que vocês menos entendem e mais abusam: O cara que você chama de amigo está apaixonado por você. Já vimos num texto anterior que homens apaixonados são idiotas. Aqui temos mais um exemplo de idiotice mór masculina. O cara é capaz de ficar perto de você, segurar tuas broncas, ouvir tuas confissões amorosas e sexuais apenas para estar perto de você, porque esse idiota em questão é louco por você e, apesar de cada confissão amorosa doer como uma facada, está lá porque é o mais perto que vai conseguir estar de você. E cada vez que esse cara ouvir: “ah, nós somos amigos” ele vai se sentir um merda.

Tirando essas três exceções meninas, aquele teu super-amigo vai te comer sim, desde que tenha oportunidade. Pode acreditar. E isso não vai nos tornar menos amigos, pelo menos sob o nosso ponto de vista.

Convidado – Zander Catta Preta

18/09/2009
Segundo post da série de convidados.

Desta vez um texto de Zander Catta Preta. Um velho safado e promíscuo sem o menor senso do ridículo e que trabalha com putaria na internet. Isso por sí só já diz muito.

Zander apareceu na minha vida apresentado como “amigo” por uma namorada. Amigo uma ova, visto que ele a cantava desesperadamente. A namorada foi, Zander ficou. Definitivamente aqueles casos em que perdí duas vezes. Parceiro de álcool, de idéias, de velhice, de confidências, de sonhos (ou ausência deles), até de vestibular e faculdade entre diversas outras coisas, esse arremedo de Woody Allen totalmente sem noção vai fazer companhia pra mim na velhice, se alguém lembrar de nos tirar do sol…

Sobre dar na primeira noite

Bom, já que fui censurado aqui com um conto originalmente escrito para essa joça, vou dissertar sobre as minhas opiniões sobre o tema “dar na primeira noite”.

Nunca entendi o porquê disso. Nunca. Ever.

A lógica da negação do sexo a fim de prender o parceiro é tão idiota que chega a ser pedestre. Mas vamos lá dissecar essa pérola culturalmente cultivada por nossa sociedade machista e chauvinista.

1) “Se eu der na primeira vez ele vai achar que eu sou uma vagabunda.”

Amiga, se o teu bofe for do tipo que realmente acha isso, é melhor dar o passa-fora nele já de cara. É um cretino que também deve achar que mulher só serve para passar, cozinhar, limpar a casa e ser a empregada doméstica que ele terá o privilégio (ou a obrigação) de ter relações carnais com numa regularidade duvidosa.

Só acha que é vagabunda quem dá o tipo de cara que acha tambéme que tem de ter uma mulher para comer, outra para casar (a qual ele guarda virgem até o dia D) e outra para datilografar os seus textos enquanto consulta o jornal do dia. Ou seja, é um cara anacrônico e que precisa submeter a fêmea para se sentir macho. Ou tem um puta medo do poder da xana.

2) “Quero conhecer melhor o cara antes de dar para ele. Não me sinto confortável em dar da primeira vez pro distinto.”

Nesse caso, a coisa faz um pouco (bem pouco) de sentido. A menina tem dificuldade para se soltar, para ficar pelada na frente de um desconhecido, para gozar loucamente com um estranho. Ok. Justo. Mas isso não é fruto de algum tipo de restrição? de criação virginal cinquentista? Nesse caso, vale a pena ser sincera e dizer: “amor, não dou no primeiro encontro porque não me sinto bem dando para um cara que só saí uma vez” e sem enrolações. Se o cara entender, beleza. Senão, beleza também. Só não enrole muito porque a fila anda e o caixa é rápido.

3) “Ele vai me comer e ir embora. Não quero perder esse cara.”

Porque não? não é melhor esse rapaz já dar a linha? Ele queria transar, te achou gata, gostosa, sexy, uma dinamitadora de zíperes, e quis transar contigo. Aí vocês transam, gozam, dizem que foi ótimo e vão cada um para sua respectiva casa. Isso é o máximo que um cara desses tem para você, lindona.

Amiga, às vezes é tudo o que o homem tem para ti, uma boa foda.

Agora, se você acha que em cada cafa que cruza teu caminho tem um príncipe encantado, sinto te dizer que os contos de fadas sempre envolvem algum tipo de morte e sacrifício. No teu caso, do mundo real. Então, para ser salva pelo cavaleiro na armadura brilhante e seu alazão branco, muita coisa precisa mudar. Pra começar, você precisa ser uma princesa. O que não deve ser o caso, né?

4) “Preciso me valorizar”. Aí é a velha esquizofrenia da buceta-de-ouro, buceta-de-lata. Ou a menina “se valoriza” colocando o seu sexo como o último biscoito do pacote ou é “só sexo” e o sexo vale porra nenhuma. Cacilda, meninas. Decidam-se.

As mulheres esquecem que o sexo é o carinho mais íntimo, a vontade mais honesta que um homem pode ter por você. É o instinto primeiro e último que ele terá. O resto, o que preenche esses dois pontos, é apenas a vida.

Agora, se você não se garante na cama, não gosta do babado ou não tem nenhuma libido nessa cabecinha, melhor enrolar o cujo mesmo. Vai que encontra um mané que tope, né?

Badtrip de Estrogênio

14/09/2009

No texto do Gabriel, por mais que ele negue ou me contrarie exaltando o seu romantismo exacerbado, vemos o surgimento de um ser patético e desprezível: Um homem apaixonado.

Homem apaixonado é a coisa mais idiota que jamais habitou o planeta terra. Acredite, todo homem que já se apaixonou olha pra trás com vergonha e sem conseguir se reconhecer.

Agora cabe a explicação: Porque homem apaixonado é tão nojento?

Simplesmente porque este não é o nosso estado natural. Mulheres são por definição seres apaixonados que se entregam a tudo. Estão habituadas a viver num turbilhão de emoções se apaixonando por caras, por sapatos, por empregos, por filmes, por profissões. Já os homens não se apaixonam naturalmente.

Apaixonar-se é um exercício de submissão. É submeter-se ao desejo e aos humores do objeto. É saber que a existência dele por perto já é o motivo daquela alegria estúpida que só os apaixonados conhecem.

Homens, por definição, exercitam o poder. Faz parte da nossa personalidade, da nossa criação, da nossa genética. Até as “paixões” de um homem, quando não amorosas, são exercícios de poder. Envolvem esportes (agressividade), carros (instrumento de poder), etc.

E é aí que o poderozinho de repente se vê apaixonado, submisso e pronto, temos um ser totalmente perdido e sem nenhum referencial onde se apoiar. Aquele objeto de paixão não é mais algo controlável, é algo que controla. E nós simplesmente não sabemos lidar com isso, porque não faz parte da cartilha básica que temos incrustrada dentro da nossa cabeça ridícula.

E partimos para colocar músicas para o objeto ouvir, fazer declarações aos berros (mesmo silenciosos), ter atitudes patéticas. É quando nos colocamos no papel feminino que toda a nossa testosterona dá passagem a uma badtrip de estrogênio nos levando a lugares que não gostaríamos de ir conscientemente.

E normalmente, por mais que vocês meninas falem que sonham com isso, vocês na realidade não gostam desse cara. Porque no sonho padrão de vocês, vocês desejam realmente uma piscina de testosterona, ao invés de uma confortável caneca de estrogênio que vocês estão tão acostumadas.

Daí que vem o que nós definimos como: Mulheres querem os bonzinhos mas se apaixonam pelos cafajestes.

Porque os cafajestes não estão apaixonados, apesar de que todos, sem excessão, cafajestes ou santinhos, um dia são acometidos desse mal.

Convidado – Gabriel Louback

03/09/2009
Este post abre uma série de posts com convidados que farei de agora em diante. Vou tentar, pelo menos uma vez por semana, trazer um texto de amigos que corroborem as coisas que escrevo por aqui.

Pra começar um texto de Gabriel Louback. Irmão pra todas as horas ele se acha jornalista, mas é um contista da vida real, como vocês poderão ler aí em baixo. Maloqueiro, cachaceiro e todas as coisas boas que queremos de um amigo. Romântico incorrigível, aprecia a vida com parcimônia. Pode ser encontrado lá no Crônico.
É recomendado ler escutando High and Dry – Radiohead.*

I bet you think that’s pretty clever, don’t you boy?*

Era 1994. O Brasil seria ou já havia sido campeão do mundo pela 4ª vez. Não lembro se foi antes ou depois de julho. Na verdade, eu achava que tinha acontecido em 93, mas fui pesquisar e o CD ‘Calango’, do Skank, só saiu um ano depois do que imaginei.

Como foi em 1994, eu estava na 4ª série do primário. Sempre foi fácil lembrar os anos de colégio. E o primeiro fora a gente nunca esquece. Na verdade, acho que não foi o primeiro de todos. Talvez tenha sido o primeiro a me deixar engasgado, até com um pouco de raiva.

Como eu disse, Calango tinha sido lançado e o hit parade pertencia ao Skank. Eu sabia o álbum inteiro de cor. Tirando duas músicas mais chatinhas, ouvia todas. Eu só tinha dois discos: Calango e Nevermind. O clássico do Nirvana foi o primeiro que comprei, antes mesmo de possuir um CD player. E lembro que no dia em que fomos comprar o aparelho, para poder ouvir os cinco ‘disquinhos lasers’ que já tínhamos em casa, meu pai comprou o Calango pra mim. Saímos de Guarulhos e fomos até o SP Market, pra lá de Santo Amaro, porque tinha um CD player mais barato. Hoje em dia eu conseguiria convencer meu pai a não ir, simplesmente mostrando que a quantidade de gasolina gasta daria para comprar um aparelho mais caro, em um lugar mais perto, e ainda sair pra jantar no Outback.

OK, volta. A história não é essa. Enfim, eu gostava da Andréa/Andrea/Andreia/Andréia. Não lembro direito. Digamos que seja Andrea, que fica mais fácil de escrever, eu não entro em confusão com a reforma ortográfica e todo mundo sai feliz. Menos o Gabrielzinho, de 1994.

Eu gostava bastante da guria. Ela foi a primeira Winnie Cooper que apareceu na minha vida. Eu era um eterno Kevin Arnold. Jurava que os caras do programa iam fazer pesquisa de campo lá em casa, perguntando pra minha mãe o que rolava na minha vida. Deve ter sido um deleite quando ouviram a história da Andrea.

Estudávamos na mesma classe. Ela não fazia o tipo da ‘massa’. Poucos garotos reparavam nela, o que a tornava mais interessante ainda. Ou reparavam, mas eram tão cagões quanto eu. Como sempre fui muito ruim em xavecar, sempre usei a tática [falha] de virar amigo antes. Só fui me dar conta do quanto isso me atrapalhou anos depois. Como éramos amigos, constantemente ligava para ela, falando de trivialidades. Lição de casa, provas etc. Decidi que estava cansado daquilo. Não dava mais para ficar enrolando, sem ela saber o que eu sentia. Liguei, oi, tudo bem, o que você está fazendo e já emendei: “Olha essa música que ouvi e fiquei pensando em você…”. Entra o Samuel Rosa cantando: “Te ver e não te querer, é improvável é impossível. Te ter e ter que esquecer, é insuportável é dor incríveeel”. Na verdade, foram 20 segundos de introdução, até ele entrar cantando. Tem todo o “Arrarraum iê… uh uh uh. Arrarraum iê. Noaiuntchu cybers”.

Coloquei o CD no meu mini system, aumentei o volume e colei o bocal do telefone nas caixinhas de som. A sorte à época: era um minis system portátil e o telefone era sem fio. Pude ir para o quarto, fechar a porta e pagar esse mico em paz. Eu deixei o Sr. Rosa cantar o refrão [que abre a música], cantar a primeira estrofe inteira [“É como mergulhar num rio e não se molhar”], o refrão de novo, a segunda estrofe inteira [“É como esperar o prato e não salivar”] e o refrão. São dois minutos cravados. E finalizei com aquela técnica de ir abaixando o som aos poucos para parecer que a música acabou. [Nem eu acredito que fiz isso… Minha cara agora, se você pudesse ver, é de desaprovação com “que dó do Gabrielzinho”]. Fade out na música até ficar silêncio.

Gabrielzinho: E então?
Andrea: Er… ah… o que tem de lição de casa pra amanhã?

Juro. Pensando agora, não foi meu primeiro fora. Mas foi a primeira grande decepção. A expectativa de qualquer comentário sobre aquilo e nada. Simplesmente nada. Nem um “Que bosta, Gabriel”. Talvez tivesse sido melhor. Mas não. Ela preferiu falar da lição de casa. Eu não entendia e não a perdoava. Hoje sei que não poderia cobrar qualquer coisa dela. Eu fiz esperando um retorno. Apresentei algo com o fim de ter outro algo em troca. Uma resposta, que fosse.

Aprendi – não sei quando, não sei como – que a gente deve fazer as coisas pelo prazer de fazê-las. Talvez eu esteja errado ou você talvez discorde de mim. Se escrevo para alguém, não é esperando uma resposta. Se eu te visito, não é para ver o quanto você sorriu na hora em que me viu na porta. É simplesmente porque estou com vontade de fazer aquilo. É para satisfazer a minha vontade – o que estou sentindo – qualquer que seja o resultado. O fim está na própria ação, e não no que ela vai causar.

Fiquei traumatizado, mas ‘perdoei’ a Andrea. Tenho a vaga lembrança de ter falado com ela sobre isso. Não sei se foram dias, meses ou anos depois, mas lembro dela me pedir desculpas. De dizer que, no momento, não sabia o que responder. De nunca ter tido oportunidade de sequer pensar que eu [ou alguém] gostasse dela. Não há como culpá-la. E por muitos anos eu me culpei. Mas aprendi também a relevar meus próprios ‘erros’ e a perdoá-los. Entender que eu nem sempre soube das coisas e que nunca vou saber por completo.

[E que não posso tocar “Te Ver” por 2 minutos para uma guria e no final dar um fade out para parecer que a música terminou.]

Existe homem fiel?

31/08/2009

Não!

Daí voam as pedras em mim, mas desculpem, é a verdade. Homens não são fiéis, homens estão fiéis, simples assim. Não adianta mimimi, não adianta chororô, nem de homens nem de meninas.

Homens satisfeitos e/ou apaixonado são fiéis sim. Homens insatisfeitos não são, com as famosas (e raras) exceções que confirmam a regra. Nós trepamos sem envolvimento emocional, isso também é um fato. Talvez por isso, a tal traição pra nós não queira dizer tanta coisa assim mas, acredite, apenas quando nós traímos. Tente nos trair e verá que vamos nos justificar pelo ódio momentâneo dizendo (ou pensando) que mulheres, quando traêm, o fazem com o coração, enquanto nós fazemos apenas com o pau. Ok, ok, clichês à parte, todo o dito tem um fundo de verdade e uma boa dose de mentira, afinal mulheres também traem sem envolvimento.

É da natureza humana a poligamia (humana e animal, lógico) e é hipocrisia separarmos por gênero a capacidade de fidelidade. Mas não posso dizer nada por vocês, apenas por nós. E acredite e aceite, nós não somos fiéis, apenas eventualmente estamos.

Este post foi feito em resposta à pergunta de uma leitora nos comentários. Caso tenham dúvidas, não se acanhem de perguntar.

Celulite, parte 2

26/08/2009

Primeiro, desculpem a demora nas atualizações. Muito trabalho e coisas tristes aconteceram nos últimos dias, nenhuma cabeça nem bom humor pra escrever. Mas vamos lá.

No último post listei alguns tipos de homem. Um tipo que dispensa qualquer análise (os curva de rio), dois que corroboram a neurose que vocês tem com corpo e aparência e um que será o padrão pra falarmos agora, os desencanados.

Nada contra meninas que gostem dos Moleques ou dos Semi-Viados, cada uma com seu mau gosto mas nós, os desencanados, não damos a mínima pras neuras que vocês tem. Vamos falar de algumas delas:

Mãos

Já falaei de mãos por aqui. Cinco dedos é mão feita. Claro que se as unhas estiverem sujas como a de um mecânico ou aquele bicolor de esmalte descascado, só aquelas rebarbas no cantinho, vamos achar feio, ponto. De resto, acredite, se falarmos que a cor tá bonita é só pra inflar o ego de vocês e facilitar uma eventual cantada. Um desencanado de verdade não vai lembrar que cor eram as suas unhas ontem. Mas vamos lembrar com certeza se vocês as cravaram nas nossas costas, sabe como é?

Barriga, bunda grande, coxas grossas

Nós TEMOS barriga. Nós não nos importamos com barriga. Claro que uma barriguinha lisa e definida é deliciosa, mas uma pancinha não é demérito NENHUM. SÉRIO! Nós sonhamos com atrizes pornôs, com dançarinas de axé, com capas da Playboy sim. Mas nós não somos nenhum modelo de revista nem ator de cinema. Logo acredite, normalmente nós achamos você MUITO mais gostosa do que você mesma se acha. Bunda grande e coxas grossas? Já ouví meninas se queixando disso. QUALÉ? Isso é sonho de consumo. Se o encaixe for legal, tudo isso é detalhe.

Celulite

Nove entre dez desencanados não tem certeza do que venha a ser celulite. É tanto nome, celulite, estria, varizes que poxa, dá pra confundir. Sabemos que isso são nomes de pequenas imperfeições que quando efetivamente estão ao alcance das mãos não querem dizer absolutamente nada! Se o encaixe está bom, nós queremos mais é encher as mãos e curtir. Ah, quer saber do décimo desencanado? Bom, ele jura que sabe o que é celulite, mas com certeza está errado.

Cabelos

Tá, cor de cabelo é meio fetichista. Ruivas naturais são fetiche pra muitos caras, mas elas são raras. Se o seu cabelo não parecer uma samambaia agonizante no deserto nós também não daremos muita bola pra isso. Preferimos, via de regra, cabelos naturais, nada daquelas coisas que nem podemos passar as mãos porque “vai desarrumar”. Seu charme pode estar nos cabelos, no pescoço, no colo, nos peitos. Cada mulher tem seu ponto positivo (e, acredite, TODAS tem). Não vai ser horas e fortunas tentando melhorar o cabelo que vai fazer você ficar mais ou menos interessante. Cuide-se, só isso.

Maquiagem

Gostamos? Sim, gostamos. Mas nada exagerado, pelamor. Uma coisinha discreta conta muito mais pontos do que aquele reboque que demora horas pra fazer e que não podemos nem passar a mão no rosto. Liberados para casamentos, mas poxa, queremos tocar vocês sem que vocês se transformem no bozo.

Acreditem, se nós fomos falar com vocês, convidamos você pra sair, é porque você é interessante, BEM interessante. E normalmente você é interessante mais pelo que é do que pelo que se esforça alucinadamente em ser. Claro que não estou pregando o desleixo. Mulher arrumada e cheirosa é ótima, mas não esperamos que você seja perfeita, porque sabemos que NÓS não somos perfeitos. A diferença é que não queremos ser perfeitos (exceto os outros grupos já citados). Nós queremos alguém legal, que achemos bonitas e gostosas e, nesse ponto, homens são absurdamente diferentes entre sí. Não conheço dois caras que gostem exatamente do mesmo tipo de beleza, cada qual valorizando um aspecto. E acaba sendo ridículo vocês todas procurando seguirem um padrão pra ficarem iguais.

O que conta mesmo, no final, é como vocês usam o corpo de vocês com a gente. Mas isso fica pro próximo post.

Celulite, parte 1

10/08/2009

Este post foi pedido por três amigas ontem a noite. O que nós achamos de celulites, gordinhas, etc, etc.

Logo de cara eu poderia estrapolar o assunto em o que nós achamos da neurose que vocês tem em relação ao corpo, com toda aquela parafernália de cremes, shampoos (tive que ir conferir como escreve num frasco, pra vocês terem uma idéia), etc, etc, etc.

Pois bem, esse assunto é tão longo, mas tão longo que daria no mínimo uns 5 posts pra explicar que no fundo, no fundo, a gente caga e anda pra isso. Portanto vou começar a defecar nesse primeiro post.

Gostamos de mulher bonita? COM CERTEZA! Gostamos de mulher gostosa? ABSOLUTAMENTE SIM! Isso é totalmente fundamental? Depende…

Aqui cabe começar a mostrar a verdade no post anterior: Teremos que analisar os diversos tipos de homem que não são todos iguais. Vou tentar abordar todos os grupos, mas com certeza esquecerei de diversos, então guardem as tochas. Também darei um nome para cada grupo e esse nome é única e exclusivamente a minha opinião.

Os moleques

Estes são os mais novos, que ainda não acharam seu lugar, inexperientes, que ainda medem o “tamanho do pau” pela mulher que desfilam do lado pra mostrar pros amigos. Esses se importam sim, e muito, com os esteriótipos de beleza de vocês afinal é por esses esteriótipos que eles vendem a própria imagem. Via de regra nem sabem direito o que fazer com uma mulher na cama mas isso também não importa, visto que ainda estão se auto-afirmando, então o que vale é o mostram. Derivam em duas sub-espécies, os garanhõezinhos e os punheteiros, sendo que os primeiros conseguem desfilar e os segundos apenas querem desfilar.

Os semi-viados

São tudo os que os moleques são, com a diferença que fazem lipoaspiração, trocam marcas de shampoos e cremes com vocês, reparam no sapato que vocês usam e criticam as roupas que vocês usam. Normalmente trepam com eles mesmos apesar de vocês estarem presentes também.

Os Desencanados

Esses são os homens comuns que não reparam em porra nenhuma. Preferem as bonitas e gostosas mas desde que sejam bonitas e gostosas para o próprio gosto. Se você é legal, gostosinha e trepa bem não estão nem aí pro fato de você ter uns (poucos ou muitos) kilinhos a mais ou a menos. Preferem coxas lisas mas se você não está 100% depilada, tudo bem. Nunca perceberam se você está com a mão feita e pra ser sincero, acreditam que uma mão com 5 dedos é uma mão feita. Se preocupam mais em como você usa o seu corpo do que propriamente como ele é.

Os curva-de-rio

Similares aos desencanados com uma pequena diferença: Não tem nenhum senso crítico. Pra esses mulher é um buraco quentinho e úmido, todo o resto é um detalhe.

Esses são os quatro grupos principais de homens, de novo, na minha visão. Não posso falar muito dos dois primeiros nem do último grupo, nem de todas as variações dos mesmo, portanto vou me ater ao terceiro grupo. Mas isso vai pro próximo post, onde detalharei mais a influência das neuroses que vocês tem em relação a estética e como nós percebemos tudo isso.

Todos iguais

05/08/2009

“Homens são todos iguais!”

Somos todos iguais? Não, mas somos todos absurdamente parecidos, isso você pode ter certeza. Quando estamos apaixonados somos patéticos, burros, idiotas e ridículos. Quando não estamos somos práticos, diretos e insensíveis.

Vocês meninas usam esta frase, homens são todos iguais, em algumas ocasiões especiais: Quando tomaram um pé na bunda, quando foram contrariadas e/ou magoadas, quando alguma coisa não deu certo. E berram aos quatro ventos pras amigas, na internet, praquele “amigo” mais especial. E nós, sinceramente, não damos a mínima para isso.

Quando o namoro está no começo, nenhuma de vocês fala: “Puxa, homens são todos iguais, que bom”. Porque afinal, você encontrou um que é “diferente”, não é? É, até que as coisas desandam e aquele que era diferente deixou de ser diferente e passou a ser igual. Ele era diferente mesmo? Ou era só um igual que estava apaixonado? Não sei, só sei que ele é simplesmente absurdamente parecido.

E quando você está aí, magoada, gritando que todos os homens são iguais e aquele seu “amigo” especial está do seu lado, dando apoio, dando ombro, ouvindo suas lamúrias e sendo “diferente”? Acredite, ele é absurdamente parecido e ou é gay ou está apaixonado por você. Se no final das contas resolver se insinuar, será dispensado com um “somos amigos” enquanto você vai procurar um outro diferente, que é absurdamente parecido, pra você chamar de igual.

Viu que simples?

A eficiencia do cu doce

03/08/2009

Já cansei de ouvir por aí a mulherada usar as seguintes frases:

“Acho que vou segurar mais um pouquinho, homem gosta de mulher difícil”

“Ai amiga, não vou dar pra ele ainda não pra ele não achar que eu sou fácil”

“Se ele me come logo de cara assim, ele vai sumir”

“Vou deixar ele na seca um pouquinho mais, vai ter que se esforçar pra valorizar”

E diversas outras frases do gênero. Frases e atitudes que nós homens, nas conversas de bar, classificamos como o bom e velho cu doce.

E daí fica a dúvida, o cu doce realmente é eficiente?

Faço um parêntese para esclarecer quem ainda não entendeu: Esse blog tem o objetivo de explicar como nós homens pensamos em geral. Não estou aqui fazendo julgamento de valor, generalização, dizendo como ninguém deve agir. Sinceramente achei que não seria necessário explicar esse tipo de coisa. Porém, como aparentemente a alfabetização e a capacidade de interpretação de textos realmente são deficiencias do sistema educacional brasileiro, resolvi dar essa pequena explicação, pela primeira e última vez. Mas voltemos.

O cu doce é eficiente?

De bate pronto, respondo: Não.

Sob o nosso ponto de vista, o cu doce é simplesmente isso: cu doce. Não é o número de dias e de encontros antes de trepar que vai nos fazer achar você menos ou mais interessante, menos ou mais chata, menos ou mais legal, menos ou mais engraçada, menos ou mais divertida. O tempo que você demorar pra transar com a gente quer dizer apenas isso, o tempo que você demorou pra transar com a gente.

É um pensamento muito simplista achar que um homem vai mudar sua postura pelo tempo que você demora para transar com ele.

Existem homens que vão te classificar como menina “fácil”, como “vagabunda” ou coisa assim por você ter transado com ele logo de cara? SIM! Existem. Porém vamos analisar esse caso mais à fundo: Esse tipo de cara com certeza será daquele tipo de machão que também vai implicar com a sua mini-saia, ou com o seu biquini, ou com o fato de você sair com suas amigas. Você quer mesmo se relacionar com esse tipo de cara? Se sim, boa sorte, o cu doce é um excelente filtro para localizá-los.

Agora vamos falar do outro tipo de cara, que não vai te classificar como fácil por transar “logo de cara”. Acredite, esse tipo de cara já sabe se ele quer namorar ou não contigo. Ele analisou se você é legal, se ele gosta de estar do seu lado, se os momentos que vocês passam juntos são bons e, pasme, se ele sente alguma coisa por você. Tudo isso antes mesmo de vocês transarem ou não. O fato de vocês terem trepado ou não só colocou um fator a mais na mesa, se vocês se entendem na cama ou não. Ele não quer saber se foi na primeira noite ou na décima.

E se esse cara liberal quer apenas te comer, saiba do seguinte: O que vai variar é a paciência dele. Se ele vai topar esperar a fase do cu doce passar ou não. Se ele vai esperar, acredite, ele não está passando fome.

No fundo meninas, tudo isso escrito aí em cima é simplesmente o seguinte: Não viagem! Respeitem as suas vontades, usem a tão propagada sensibilidade de vocês pra entenderem quem está do lado de vocês. Estão com vontade de trepar com o cara, trepem. Não estão? Não trepem. Joguinhos são muito legais pra vocês conversarem com as amigas. Pra nós, são a mais pura bobagem.

A supervalorização do “dar”

31/07/2009

Esse vai para as meninas que ficam choramingando sem entender o porque de um cara pra quem elas acabaram de “dar” não mudar a forma de tratá-las (melhorar), não demonstrar o mínimo de gratidão ou mesmo passar a ignorá-las ou sumir.

Para entender essa reação masculina, em primeiro lugar precisamos contextualizar o “dar” através de uma verdade absoluta:

Se você trepou com um cara, você não deu absolutamente NADA para ele.

É comum as meninas supervalorizarem uma trepada usando o termo dar: “Ontem eu dei pra ele e hoje ele nem me deu bola”

O termo dar significa oferecer algo sem receber nada em troca e, convenhamos, qualquer trepada é um troca. Você entra numa trepada para gozar e a consequência é que a outra pessoa também goza. Encarar o ato de abrir as perninhas e deixar alguém usar o seu corpo pra atingir o orgasmo como uma dádiva concedida pra essa pessoa é de um egocentrismo sem tamanho.

Se você vai trepar com alguém você vai porque quer, porque está com tesão, porque quer gozar. O único caso onde isso poderia ser considerado dar é se você vai contra a vontade e não vai pra aproveitar, apenas porque o outro quer. Mas neste caso, você tem um problema e não, você não é altruista, você é otária (ou recebeu financeiramente para isto e você é profissional)

Esse termo dar deve vir do tempo do vinho em tonel, quando as mulheres guardavam sua honra (virgindade) para entregá-la (dar) para o seu marido. Naquela época o homem tinha duas possibilidades para obter sexo, ganhar (ela deu) ou comprar (ela vendeu). Porém, desde a década de 70 e a revolução sexual, as mulheres lutaram e conquistaram o direito ao orgasmo, o direito sobre seu próprio corpo, direito de trepar com quem quisesse (termos usados por elas). Vocês conseguiram tudo isso mas aparentemente só nós homens realmente aceitamos e acreditamos nisso.

Se você trepa com um cara achando que ele vai querer namorar com você por causa disso, você está viajando, acorde. Nós queremos namorar, mas não só porque você trepou com a gente. Se você quer trepar com um cara, trepe, aproveite, goze, mas não espere nada em troca apenas por ter trepado. Não espere retribuição pelo dar, mesmo porque, se você obter algo em retorno, não é dar, é vender, e isso é feio. Nós preferimos o escambo do trepar mesmo.