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Sobre o fim.

22/05/2010

Hoje vou fugir um pouco do mote do blog e escrever um post um pouco mais genérico sobre relacionamentos, independente de gênero. Não vou falar da visão masculina, da visão feminina (que como sempre vou desconhecer) e sim da minha visão pessoal: Como lidar com o fim de um relacionamento? Porque eles acabam?

Calma, não se animem. Não tenho nenhuma receita mágica para lidar com essa situação. Como no post anterior, se eu tivesse uma receita com certeza estaria dando palestras pelo mundo viajando no meu jatinho particular e não estaria perdendo meu tempo escrevendo isso em um blog.

Para entendermos porque um relacionamento acaba e como lidarmos com essa situação precisamos primeiro lembrar como e porque um relacionamento começa e essa é a parte mais difícil quando estamos lidando com o fim, tentando racionalizar os diversos porquês.

Pois aí é que a coisa começa a ficar complicada. Por mais que se tente é impossível explicar de forma racional o começo de um relacionamento simplesmente porque ele não está nesta esfera da racionalidade. O início de um relacionamento está baseado em duas colunas: Sentimento e tesão. Estas colunas podem ter proporções totalmente diferentes de relacionamento para relacionamento mas sempre estão presentes e baseando todo o resto que acontece.

Sabendo disso fica claro entender que um relacionamento começa em algo intangível, totalmente incontrolável e de forma que nunca vamos conseguir entender. É por isso que muitas vezes nos vemos envolvidos com as pessoas mais improváveis, aquelas que racionalmente jamais nos envolveriamos. Isso é fato e acho difícil que alguém discorde de mim.

Sabendo como um relacionamento começa (apesar de jamais sabermos realmente o porque) continuamos na nossa linha do tempo e vamos ver como um relacionamento progride.

Neste ponto fica bastante claro que só estou (como sempre) discorrendo sobre o óbvio e juntando um amontoado de clichês. Talvez numa ordem um pouco diferente da usual, talvez com uma visão um pouco diferente. Não me critiquem por isso, é tudo caso pensado.

A progressão de um relacionamento nada mais é do que o prelúdio do fim. Tudo que nasce tende a morrer e isso é uma regra. Não me encham o saco com exceções, por favor. Elas existem, claro. Lembram aquela máxima da exceção que confirma a regra? Bem, voltemos. Porque catzo todo relacionamento esta fadado a terminar? Simples, porque um relacionamento é composto de duas pessoas.

Duas pessoas que pensam de forma diferente (mesmo que de forma parecida), que sentem de forma diferente (mesmo que de forma parecida) e principalmente por ser formado por pessoas e pessoas são incapazes de mudar. Sim, acredite, pessoas não mudam, elas apenas se adaptam a situações. Adaptação e mudança não são sinônimos. Mudança é abraçar uma nova causa, adaptação é aceitar uma nova causa. E aceitação tem limites.

Antes que alguém venha nos comentários dizer que estou errado, que pessoas podem mudar sim, fica um recado: Eu não estou absolutamente interessado na sua opinião. Como disse no começo este post é baseado única e exclusivamente na minha opinião, você está lendo porque quer. Já eu não quero ler a sua opinião, não perca seu tempo. Se formulei a minha ao longo de 39 anos tenho a total convicção nela. Se você quiser ter direito a exercer a sua faça o seguinte: Monte um blog, escreva um post sobre isso. Se algum dia eu achar que quero ver o lado oposto, procuro no google e leio, ok?

Com desculpas pela divagação, voltamos ao que interessa: Pessoas não mudam, apenas se adaptam ao relacionamento e, via de regra, uma tem que ceder mais do que a outra. Talvez não no todo do relacionamento mas sim com os papéis se revezando de assunto em assunto, de aspecto em aspecto.

Outro ponto falível do relacionamento é o fato de que, independentemente de quão as duas pessoas sejam sinceras a sinceridade passa por palavras e palavras nunca vão conseguir expressar sentimentos e sensações. É possível descrever uma insatisfação em algum aspecto do relacionamento? Talvez sim, mas apenas nos mais superficiais. A comunicação verbal é uma fraude da raça humana porém é a unica que temos. Ela é fadada ao fracasso quando saímos da esfera do racional.

Muito tempo atrás lí um conto sobre uma pessoa normal que chega em uma comunidade remota e perfeita onde todas as pessoas podiam ler a mente umas das outras. Podiam entender o aspecto mais profundo da personalidade e dos sentimentos umas das outras. Ao chegar na vila essa pessoa automaticamente recebe este poder e acha que está no paraíso na primeira semana. Uma comunidade que vive em harmonia, onde ninguém engana ninguém e todos tem a sinceridade absoluta (e obrigatória) uns com os outros. Na segunda semana ela percebe que esse lugar e o inferno…

Essa fraude que é a comunicação verbal pode ser nosso inferno e nosso paraíso, porque a individualidade que ela trás é que define realmente quem somos. Mas divago, voltemos novamente.

Pessoas cedem e se adaptam as necessidades dos outros no decorrer do relacionamento até o momento que o preço é cobrado e uma das pilastras (sentimento e tesão) desaba e pronto, o relacionamento desmorona. Neste ponto, pelo mesmo motivo que não sabemos o porque de um relacionamento começar jamais saberemos o porque dele terminar. Não, não adiantava ter conversado sobre as coisas que não estavam indo bem, não relacionamentos não tem conserto. Conserta-se apenas as coisas racionais. Um relacionamento não é baseado nelas.

Existem relacionamentos que continuam com base no racional? Sim, claro que existem. São os relacionamentos dos nossos avós, bisavós, amigos que dividiam uma cama por ano abrindo mão de de uma vida de sentimentos. Eram bons? Não sei, talvez sim, talvez não. Sei apenas que isso jamais seria para mim.

E o que fazer após o fim? Bem, a primeira coisa é perder essa mania de achar que vamos conseguir entender. Não é caso de entendimento, infelizmente. Você jamais vai conseguir analisar racionalmente um relacionamento, visto que nada nele é realmente racional. Você só vai perder seu tempo e gastar muita energia tentando entender o sexo dos anjos.

Creio que a única coisa a fazer, por mais clichê que seja é curtir a dor. Sim, aproveite-a. Ela mostra que você está vivo. Aceite-a e abrace-a. Aceitação é a chave. O fim de um relacionamento é como a morte de uma pessoa querida. Está além do seu poder alterar os acontecimentos. Resta-nos aceitar o fato e seguir a vida. Não que isso seja fácil.

(o post está totalmente sem revisão, erros de digitação, de português e de idéias deverão ser perdoados :P)