Sobre o fim.

22/05/2010

Hoje vou fugir um pouco do mote do blog e escrever um post um pouco mais genérico sobre relacionamentos, independente de gênero. Não vou falar da visão masculina, da visão feminina (que como sempre vou desconhecer) e sim da minha visão pessoal: Como lidar com o fim de um relacionamento? Porque eles acabam?

Calma, não se animem. Não tenho nenhuma receita mágica para lidar com essa situação. Como no post anterior, se eu tivesse uma receita com certeza estaria dando palestras pelo mundo viajando no meu jatinho particular e não estaria perdendo meu tempo escrevendo isso em um blog.

Para entendermos porque um relacionamento acaba e como lidarmos com essa situação precisamos primeiro lembrar como e porque um relacionamento começa e essa é a parte mais difícil quando estamos lidando com o fim, tentando racionalizar os diversos porquês.

Pois aí é que a coisa começa a ficar complicada. Por mais que se tente é impossível explicar de forma racional o começo de um relacionamento simplesmente porque ele não está nesta esfera da racionalidade. O início de um relacionamento está baseado em duas colunas: Sentimento e tesão. Estas colunas podem ter proporções totalmente diferentes de relacionamento para relacionamento mas sempre estão presentes e baseando todo o resto que acontece.

Sabendo disso fica claro entender que um relacionamento começa em algo intangível, totalmente incontrolável e de forma que nunca vamos conseguir entender. É por isso que muitas vezes nos vemos envolvidos com as pessoas mais improváveis, aquelas que racionalmente jamais nos envolveriamos. Isso é fato e acho difícil que alguém discorde de mim.

Sabendo como um relacionamento começa (apesar de jamais sabermos realmente o porque) continuamos na nossa linha do tempo e vamos ver como um relacionamento progride.

Neste ponto fica bastante claro que só estou (como sempre) discorrendo sobre o óbvio e juntando um amontoado de clichês. Talvez numa ordem um pouco diferente da usual, talvez com uma visão um pouco diferente. Não me critiquem por isso, é tudo caso pensado.

A progressão de um relacionamento nada mais é do que o prelúdio do fim. Tudo que nasce tende a morrer e isso é uma regra. Não me encham o saco com exceções, por favor. Elas existem, claro. Lembram aquela máxima da exceção que confirma a regra? Bem, voltemos. Porque catzo todo relacionamento esta fadado a terminar? Simples, porque um relacionamento é composto de duas pessoas.

Duas pessoas que pensam de forma diferente (mesmo que de forma parecida), que sentem de forma diferente (mesmo que de forma parecida) e principalmente por ser formado por pessoas e pessoas são incapazes de mudar. Sim, acredite, pessoas não mudam, elas apenas se adaptam a situações. Adaptação e mudança não são sinônimos. Mudança é abraçar uma nova causa, adaptação é aceitar uma nova causa. E aceitação tem limites.

Antes que alguém venha nos comentários dizer que estou errado, que pessoas podem mudar sim, fica um recado: Eu não estou absolutamente interessado na sua opinião. Como disse no começo este post é baseado única e exclusivamente na minha opinião, você está lendo porque quer. Já eu não quero ler a sua opinião, não perca seu tempo. Se formulei a minha ao longo de 39 anos tenho a total convicção nela. Se você quiser ter direito a exercer a sua faça o seguinte: Monte um blog, escreva um post sobre isso. Se algum dia eu achar que quero ver o lado oposto, procuro no google e leio, ok?

Com desculpas pela divagação, voltamos ao que interessa: Pessoas não mudam, apenas se adaptam ao relacionamento e, via de regra, uma tem que ceder mais do que a outra. Talvez não no todo do relacionamento mas sim com os papéis se revezando de assunto em assunto, de aspecto em aspecto.

Outro ponto falível do relacionamento é o fato de que, independentemente de quão as duas pessoas sejam sinceras a sinceridade passa por palavras e palavras nunca vão conseguir expressar sentimentos e sensações. É possível descrever uma insatisfação em algum aspecto do relacionamento? Talvez sim, mas apenas nos mais superficiais. A comunicação verbal é uma fraude da raça humana porém é a unica que temos. Ela é fadada ao fracasso quando saímos da esfera do racional.

Muito tempo atrás lí um conto sobre uma pessoa normal que chega em uma comunidade remota e perfeita onde todas as pessoas podiam ler a mente umas das outras. Podiam entender o aspecto mais profundo da personalidade e dos sentimentos umas das outras. Ao chegar na vila essa pessoa automaticamente recebe este poder e acha que está no paraíso na primeira semana. Uma comunidade que vive em harmonia, onde ninguém engana ninguém e todos tem a sinceridade absoluta (e obrigatória) uns com os outros. Na segunda semana ela percebe que esse lugar e o inferno…

Essa fraude que é a comunicação verbal pode ser nosso inferno e nosso paraíso, porque a individualidade que ela trás é que define realmente quem somos. Mas divago, voltemos novamente.

Pessoas cedem e se adaptam as necessidades dos outros no decorrer do relacionamento até o momento que o preço é cobrado e uma das pilastras (sentimento e tesão) desaba e pronto, o relacionamento desmorona. Neste ponto, pelo mesmo motivo que não sabemos o porque de um relacionamento começar jamais saberemos o porque dele terminar. Não, não adiantava ter conversado sobre as coisas que não estavam indo bem, não relacionamentos não tem conserto. Conserta-se apenas as coisas racionais. Um relacionamento não é baseado nelas.

Existem relacionamentos que continuam com base no racional? Sim, claro que existem. São os relacionamentos dos nossos avós, bisavós, amigos que dividiam uma cama por ano abrindo mão de de uma vida de sentimentos. Eram bons? Não sei, talvez sim, talvez não. Sei apenas que isso jamais seria para mim.

E o que fazer após o fim? Bem, a primeira coisa é perder essa mania de achar que vamos conseguir entender. Não é caso de entendimento, infelizmente. Você jamais vai conseguir analisar racionalmente um relacionamento, visto que nada nele é realmente racional. Você só vai perder seu tempo e gastar muita energia tentando entender o sexo dos anjos.

Creio que a única coisa a fazer, por mais clichê que seja é curtir a dor. Sim, aproveite-a. Ela mostra que você está vivo. Aceite-a e abrace-a. Aceitação é a chave. O fim de um relacionamento é como a morte de uma pessoa querida. Está além do seu poder alterar os acontecimentos. Resta-nos aceitar o fato e seguir a vida. Não que isso seja fácil.

(o post está totalmente sem revisão, erros de digitação, de português e de idéias deverão ser perdoados :P)

Broxando

29/03/2010

Depois de um tempo broxado de escrever, nada mais natural do que voltar abordando esse tema: Homens e broxadas.

Se você leitora já está esfregando as mãozinhas pensando que vou dizer porque os homens broxam, você é totalmente insana e precisa de acompanhamento médico. Se eu soubesse, com toda a certeza, porque os homens broxam e como evitar isso podem ter certeza de algumas coisas:

  1. Eu jamais passaria por esse problema
  2. Eu estaria rico, podre de rico
  3. Eu não estaria perdendo meu tempo escrevendo um blog
  4. Eu seria praticamente um deus vivo

Agora é a hora de você se perguntar: Oras, se ele não sabe porque os homens broxam, então que raios ele vai escrever?

Sobre o mais óbvio, é claro: O que os homens pensam e sentem quando broxam e o que vocês devem fazer quando isso acontece.

Em primeiro lugar e talvez a coisa mais importante pra vocês meninas entenderem e, por mais óbvio que possa parecer, muitas vezes vocês esquecem: Nós não broxamos porque queremos broxar!

Existem basicamente três tipos de broxada standard:

Broxada de bêbado

Essa não precisa de explicação. O cara bebeu como um gambá a ponto de não controlar nem suas necessidades fisiológicas, que dirá funcionar na cama. Basicamente deixe o cara quieto, espere o porre passar. Das duas uma: ou ele sobrevive à ressaca e ainda rola alguma coisa ou ele descobre que só foi pra cama com você exatamente por estar bêbado. Só não venha com mimimi. Se você vai pra cama com um cara semi-desacordado trate de bancar as consequências.

Meia-bomba

Essa é MUITO irritante. O cara está lá, porém as coisas não rolam como deveriam. Acredito que diversos fatores podem ocasionar isso: Bebedeira (num nível menor que o alí de cima), cansaço, falta de empolgação com o sexo  em sí, falta de empolgação com a menina, disturbios físicos, disturbios emocionais. Por incrível que pareça essa situação é muito comum com meninas, porém elas até “conseguem” esconder.

Boneca de pano

Esse é o terror de todos os homens. Normalmente o cara está numa vontade louca porém nada da coisa funcionar.

Acreditem, qualquer cara que passe por isso, tirando o bêbado lá de cima, se sente o pior dos mortais. Talvez essa situação seja até mais embaraçosa do que ser surpreendido pela mãe no meio de uma punheta.

Então, numa situação destas o que você menina esperta tem que fazer e principalmente não fazer para manter a dignidade do cara (caso vocês queiram manter, é claro):

  1. Não encane. A culpa não é sua, sério. Se o cara te levou pra cama ele quer te comer, independente de ter funcionado ou não. Acredite, ele não broxou porque quis. A culpa só é sua em dois casos bem específicos: O cara tá bêbado a ponto de demaiar e você quis assim mesmo ou é um idiota que quis te levar pra cama mesmo sem te querer. Daí a culpa não é do seu corpo nem do jeito que você trepa ou seduz, é das suas escolhas.
  2. Tente não demonstrar a sua decepção: Acredite, a decepção do cara é maior do que qualquer decepção que você possa estar sentindo. Se você está se sentindo pouco desejada, o cara está se sentindo impotente (pescaram?), incapaz, inapropriado. Mais um adjetivo/sinônimo? O cara está se sentindo um merda. Demonstrar que você está decepcionada não vai ajudar em nada
  3. Não fale no assunto a não ser que o cara queira falar e puxe o papo. Falar que isso é normal, que acontece com todo mundo, etc, não é deixar a situação mais confortável, afinal “acontece com todo mundo é o cacete, eu não sou todo mundo”.
  4. Deixe as coisas seguirem outro rumo, conte uma piada, fale alguma coisa legal, pegue outra cerveja, brinque. Tudo sem afetação e sem entrelinhas. Você pode se surpreender com o efeito disso.

Claro que você vai ficar decepcionada e caso queira você pode destruir a auto-estima do pobre broxado. Só não esqueça que nós também percebemos quando vocês broxam e também é péssimo pra gente.

E, como último conselho, se você quer um cara que não broxe, compre um vibrador. Só não esqueça que pilhas também acabam😉

E sim, neste post como em todos os outros, tratei apenas da obviedade que nós insistimos em esquecer.

Medo de Compromisso?

15/01/2010

A pergunta mais repetida pela mulherada, top 1 em queixas sobre homens é: Porque os caras tem medo de compromisso?

Pensando bastante nisso posso quase afirmar que não, nós não temos nenhum medo de compromisso. O que ocorre e é mais simples do que todas as elocubrações que vocês possam fazer é que o cara não quer compromisso com você!!

Para entender isso de uma forma simples, precisamos entender como um homem se relaciona com uma mulher. Homem, já falei por aqui, é um bicho besta e ridículo. Porém, é um bicho besta, ridículo e prático.

Ele consegue enxergar uma mulher como um meio para alguma coisa, seja sexo casual, companhia ocasional, amizade (definitiva ou temporária), substituta de mãe de ocasião ou uma namorada/esposa/etc. Ele não enxerga uma mulher apenas como um relacionamento em potencial. Fixem este conceito em suas lindas cabecinhas.

Pois bem, já ouviram falar que os fins justificam os meios? Guardem isso também.

Neste outro post aqui eu falei sobre o medo natural que homens tem em contrariar as mulheres, falando até no medo em terminar relacionamentos.

Pronto, temos as variáveis na mesa, vamos montar a equação que responde a pergunta. Pegue um homem querendo alguma coisa simples com você e que não é um relacionamento (sexo talvez?). Este mesmo homem, para atingir esse fim ignora o meio. Seja o fato de ele te achar chata, metida ou qualquer coisa que ele não procura numa namorada. Este mesmo homem morre de medo de ter que te contrariar e dizer na lata que não quer namorar com você ou te contrariar dizendo que esse namoro que você construiu na sua cabeça só está na sua cabeça. Pronto, temos a resolução do problema: Ele não tem medo de compromisso, ele simplesmente não quer compromisso com você, porém ele não vai abrir mão facilmente de conseguir o que ele inicialmente quer (sexo, amizade, etc, etc).

Já vejo gritinhos histéricos dizendo: “Mas ele está apaixonado por mim!”.

Pra você só me resta balançar a cabeça e dizer: Sim, sim, claro. O que você ganhou do Papai Noel esse ano? Uma Mula Sem Cabeça?

Acredite, essa paixão está só dentro da sua linda cabecinha. Mesmo que ele diga isso, neste caso, ele só está dizendo o que você quer ouvir pra conseguir o que inicialmente ele pretendia (sexo talvez?). Se você não sabe identificar um homem apaixonado, recomendo que você leia isso. Não é complicado de aprender, homens apaixonados são idiotas e esse vão querer um relacionamento com você, mesmo que você não queira (e acredite, na maioria das vezes você não vai querer).

Outras vão balançar a cabeça e dizer: “Poxa, mas eu também não queria relacionamento, queria só me divertir e o cara achou que eu queria namorar e fugiu.” Bom, neste caso, vale lembrar que nós não somos perfeitos, na realidade somos bestas e ridículos, lembra? Nós não sabemos identificar sinais, isso é um fato. Muitas vezes uma demonstração de carinho que pra vocês é a coisa mais simples do mundo para nós significa um sinal claro de “ela está se apaixonando, alerta, alerta!”. Pronto, a confusão está feita e as suas intenções deixaram de valer.

Mesmo se você deixar claro que quer apenas se divertir você pode estar trombando com o tipo mais escroto de cara que eu chamo de “homem-mulherzinha” ou “homem-mimimi”. Esta espécie é uma espécie estranha, visto que eventualmente todo homem pode se tornar um, mesmo que temporariamente. É aquele cara que de repente desenvolve sentimentos e que consegue se sentir intimidado ou usado por uma mulher. Nesse caso ele foge até voltar ao normal.

Aprendam a ser simples meninas. Se um cara está fugindo de relacionamento, ele está fugindo de um relacionamento com você. Amanhã mesmo ele pode achar uma garota com quem ele queira se relacionar. É tudo uma questão de gostar.

Amantes

06/01/2010

Vamos tirar um pouco a poeira disso aqui e tentar implantar a resolução de ano novo de ter um post por semana. Não sou muito bom com resoluções, mas vamos ver se pelo menos essa rola.

Agora no reveillon, numa viagem com amigos um assunto veio a baila na roda de bêbados: Amiga que estava saindo com homem casado e falando que ele largaria a esposa para ficar com ela.

Todo mundo riu, falou que era um absurdo. Daí fiquei pensando, se é mesmo um consenso que isso é um absurdo, porque ainda tem mulher que acredita nisso?

Com base nisso, vamos começar o ano com um post mal escrito (preciso desenferrujar) sobre o que pensamos de nossas amantes.

Pra começar vamos definir o cara. Temos dois tipos, o casado e o namorado. O casado, via de regra, é um cara bem mais enrolado do que o namorado. Ele tem uma bagagem muito mais pra carregar, afinal, terminar um namoro que não vai bem, por mais que vocês esperneiem, não deixa sequelas. Uma separação de casamento, por pior que ele seja, é uma coisa MUITO complicada, e só quem já passou por isso consegue entender. Envolve casa, envolve relação futura, pode envolver filhos, o que eleva tudo ao cubo.

Daí chega o dia que você, garota, conhece e se apaixona por um desses dois tipos de cara e começa a tecer um futuro cor-de-rosa com ele. Salvas as exceções que toda regra tem, o que esse cara pensa e quer com você?

O Namorado

Esse cara tem alguma chance de largar a namorada para ficar com você. Veja bem, eu falei alguma chance. Ele pode genuinamente ter encontrado você, se apaixonado e estar procurando uma forma legal de terminar o relacionamento. Ou pode estar simplesmente se cagando de medo de terminar.

Normalmente o cara que namora e saí com outra garota está procurando mais diversão e variedade do que outro relacionamento. Acredite, isso é verdade. Arrumar uma garota que se proponha a sair com ele mesmo sabendo que ele tem alguma forma de compromisso é um bônus extra. Afinal ela não vai encher o saco, não vai cobrar, exatamente por já ter sido avisada totalmente da situação. Em poucas palavras: É cômodo!

Se o cara está em um relacionamento longo, maiores são as chances dele terminar esse relacionamento e ficar um tempo sozinho. Você pode se perguntar se ele fará isso pra se recompor emocionalmente. Esqueça, é mais o equivalente ao presidiário que sai da cadeia. Ele vai querer mesmo é aproveitar a liberdade, só.

Outra coisa que já ví meninas fazerem é tentarem competir com a namorada do cara diretamente, achando que se conseguir melar o relacionamento ele finalmente vai ficar com ela. Burrice, no mínimo. Isso será constrangedor para o cara e ele vai fazer de tudo para fugir das duas doidas. Na melhor das hipóteses, ficará com a namorada para não ser o chutado.

Quer sair com um cara que tenha namorada? Saia, mas pelo sexo e sem esperanças de algo a mais. Se algo surgir daí, considere um bônus.

O Casado

O casado é exatamente igual ao namorado, elevado ao quadrado, porém com um agravante: Ele não vai abandonar o casamento por sua causa. Simples, direto e fácil de entender. Raríssimos são os casos onde isso pode ocorrer e, normalmente, não por sua causa, apenas porque você apareceu no momento propício, onde o casamento já estava em vias de terminar. Ele pode ser, sincera e profundamente apaixonado por você, mas isso não quer dizer que ele vá enfrentar o martírio de uma separação por sua causa. O que ele vai tentar fazer, simplesmente, é conciliar o prazer que você proporciona com a segurança que o casamento lhe dá.

Se ele falar o contrário, que vai terminar o relacionamento para ficar com você “quando”, “assim que” ou qualquer termo similar, com certeza você conciente ou incoscientemente o pressionou e ele está falando o que você quer ouvir. Faz parte do conciliar que eu escreví alí em cima.

No caso do casado, não existe o comodismo já que as dificuldades da conciliação são muito maiores. Neste caso ele deve se apegar e tentar mantê-la com todas as forças.

Portanto meninas, não tenham esperanças em continuidade quando vocês estão no papel de amantes. E espero não ser assassinado por algum cara em nenhuma esquina da vida por ter escrito isso.

Convidado – César Rocco Diego

03/12/2009

O convidado dessa semana é o Rocco. Um garoto que teoricamente já tá virando hominho, tem namorada e tudo. César é um guri gente boa, daqueles que topa todas e rí de tudo, apesar de precisa aprender urgente a relaxar um pouco. Trás pra gente um visão um pouco mais “adolescente” sobre mentiras, mas que no fundo não deixa de ser baseada na mais pura verdade. Vocês podem ler as cretinices legais que ele escreve no Roccoliseu

Mentiras que contamos

O mundo é envolto em mentiras, desde políticos e entidades religiosas, sempre um conto distorcido propositalmente acaba gerando conflitos para um lado e vantagens para o outro. Sendo assim, como distinguir o que é mentira e o que é verdade naquilo que falamos e contamos?

Não existe mentira, existe em “casos” que você prefere acreditar apenas para tornar mais confortável e aceitável a situação para o seu lado. Vamos analisar da seguinte maneira, eu tenho uma amiga X, e essa amiga conta para mim que teve um caso com um conhecido Y. Do outro lado o conhecido Y conta para uma amiga Z, que até hoje a ex-namorada Y chora por ele. O fato é que se você se colocar no lugar da amiga X é claro que você acreditará no conhecido Y sem pensar duas vezes. Por instinto você mulher acaba desmerecendo a história do terceiro elemento desse caso simplesmente por não ver benefício nenhum em outra condição.

Sabe o que é engraçado? Provavelmente o homem estará mentindo, é fácil, é tranquilo, é sossegado e o melhor de tudo ele conseguirá uma transa sem precisar de muito esforço. Mulher gosta de troféu, gosta de saber que o macho com o qual ela está se relacionando é desejado por outra pessoa, e isso acaba sendo um bônus, um adendo maior para acreditar na suposta mentira.

Outro exemplo, um cara sai com uma garota mega popular, na primeira oportunidade que aparece ele vê uma guria dando mole, a primeira abordagem será feita de maneira que o “macho” da história critique seu par elevando a moral da suposta “fêmea” facilitando as chances de acasalamento com seu possível alvo. Quem lucra nesse caso? Apenas o macho, a fêmea de EGO elevado acredita ser melhor que outra pessoa sendo que na verdade ela apenas foi uma ferramenta para satisfazer os desejos masculinos.

Então todo homem mente? Depende, se você quer acreditar na mentira, sua vida é formada de ilusões, dificilmente uma garota cederia ás vontades do sexo oposto sem ter em sua mente o pensamento de que aquilo um dia será dela.

A única verdade é que para se engrandecer em meio a alguma situação é natureza do ser humano mentir, tanto homens quanto mulheres, no final acabamos sendo cúmplices de nossa própria ilusão.

Casamento é o fim do sexo?

25/11/2009

Depois de uma longa ausência por motivos profissionais e pessoais, estou de volta pra mais um post rápido em cima de uma pauta das mesmas amigas que pautaram os posts da sério “Celulite”. Casamento é o fim do sexo? Se sim, porque?

Longe de mim ser pretencioso a ponto de dizer que eu sei tudo sobre o desejo sexual alheio ou que sou referência em cima do que acontece na cama dos outros. Via de regra não sei nem o que acontece na minha direito. Mas posso sempre soltar umas três ou quatro idéias baseadas nas minhas experiências e coisas que ouço de amigos, sempre lembrando que é a versão masculina da coisa. A parte feminina eu jamais vou entender.

Casamento é o fim do sexo? A resposta correta seria depende (bem em cima do muro) mas com fortes tendências de sim, com todas as exceções pertinentes ao tema, claro.

No começo de relação de qualquer casal o que rola é aquela pegação sem limites e a vontade de se comer todo o tempo. Isso é natural e com isso todos concordam. Começa um namoro mais longo, a pegação começa a dar uma esfriada básica, se divertir com outras coisas passa a ser uma coisa mais importante. Depois de um longo tempo de namoro ou um casamento ou morar juntos, o sexo acaba sendo um complemento e não aquela razão de ser da relação. Acho que até aqui todos concordam comigo.

Por esse enunciado básico podemos concluir que quanto mais tempo passa, menos o sexo tem importância na relação, não no sentido de efetivamente perder a importância, mas sim a cotação do mesmo em relação a todos os outros aspectos que o relacionamento compreende. Textinho bonito, conclusões óbvias, algumas pessoas lendo e balançando a cabeça negativamente e reclamando de mim pelos clichês. Ok, são clichês mas se pesarmos direitinho, como todo bom clichê é recheado de verdades.

Agora a grande questão que realmente fica é: Porque isso acontece? E é aí que eu posso dar os meus palpites que falei logo alí em cima.

O que é sexo? Troca de fluídos? O carinho mais profundo que alguém pode fazer a outro (by Zander)? Instinto animal de reprodução?

Creio que todas as hipóteses estão corretas e não é pela definição de sexo que vamos chegar à resposta. A resposta passa não pelo ato sexual propriamente dito, mas sim pelo desejo. Seja atrelado a desejo é algo muito mais sutil do que possa parecer, porque ele envolve dois complementos totalmente óbvios mas não simples de compreender, como segue:

Sexo com desejo é conquista

Sim, sexo é conquista. Todas as preliminares ao ato, desde o primeiro oi até o despir é um motivador humano gigantesco. As vezes o processo de conquista é muito mais prazeiroso em termos duradouros do que o objeto conquistado em sí.

Pode parecer contradição pra um cara que já escreveu que o sexo na primeira noite não é um crime. Explico-me: Não é o trabalho da conquista que determina o quão prazeiroso o processo será. E sim os flertes, os olhares, a certeza do ser desejado e do novo. Essa progressão é que absurdamente prazeirosa.

Transportando isso para um relacionamento de longo prazo, é certo que esse processo não existe mais. Poupem-me dos clichês de revista nova do tipo “conquistar alguém todos os dias”. Isso é história pra boi dormir. Você fica com alguém abrindo mão da falta de ar da conquista pelo conforto ameno do conhecido. E isso, como tudo na vida tem um preço.

Sexo com desejo é variedade

É fato, somos geneticamente programados para nos reproduzir. Essa programação é tão mais eficiente quanto o número de fêmeas que os machos tentam fecundar. Falemos de cachorros, leões ou humanos. É simples e natural. Portanto somos geneticamente programados a procurar variedade sexual. Além da eficiência reprodutiva isso também impôe uma mais mistura de genes, base da evolução das espécies.

Variedade é algo tão inerentemente humano que podemos até verificar isso em outros aspectos da vida, como a alimentação. Você pode ser doido por chocolate. Coma todos os dias, sem falhar, um belo e grande pedaço do mesmo chocolate, da mesma marca. Mais cedo ou mais tarde você vai enjoar daquele chocolate e procurar algum de outra marca, ou de outro tipo. Simples.

Acho que com tudo isso explicado fica bem fácil de deduzirmos porque o casamento pode ser sim o fim do sexo. Restam perguntas como “E se o sexo pos casamento for feito com outras pessoas?” e “tem como reverter esse processo?”.

A primeira pergunta creio já ter respondido no post sobre a fidelidade dos homens. A segunda responderei num post futuro falando de quão ridícula é a frase “Apimentando a relação”.

PS. Não tive tempo de revisar o post, perdão por erros de português, digitação ou concordância.

Convidado – Júlio Cesar Soares

28/10/2009

O convidado de hoje é o Sr. Júlio César Soares da Silva, também conhecido por aí como Imperador (em blogs) e @OImperador no twitter. Amigo de longa data e longos porres, é cabeçudo, infame, dono das piores piadas e virou hominho tem mais ou menos um ano.

Dono dos melhores textos que conheço (conheço o autor, que fique claro) o texto fala  filosoficamente sobre entender os homens, no estilo de textos que só o Cabeça consegue produzir.

1+1=Homem

Eu não sei direito como alguém pode dizer que não entende os homens. Porque vá lá, não entender a taxa Selic ou o por que do Sarney ser Senador pelo Amapá se ele é do Maranhão, é aceitável. Agora não entender um ser que funciona da forma mais simples do mundo foge a minha compreensão. Eis a fórmula para que você mesmo possa montar seu próprio homem:

Bebida alcoólica + vicio qualquer + esporte qualquer + pelos por todo o corpo = homem.

Vamos combinar que não é necessário ser um Victor Frankenstein para fazer um bicho desses. E que, obviamente, cérebro foi algo que desenvolvemos para fins próprios. Exemplo disso é que os homens são focados em partidas de futebol e churrascos, mas se perdem completamente em uma loja de roupas ou em um relacionamento.

Eu sei que você aí, do outro lado da tela, vai dizer que o que escrevo é clichê. Claro, visto que somos um meio de transporte para essas bactérias da opinião. Tudo que fazemos, dizemos, escrevemos e, por que não, comemos, é um amontoado de clichês. Sabe o churrasco? Uma reunião de clichês sem fim. E os textos do Nelson Rodrigues? Nada mais do que clichês que adoramos. A secretária gostosa de saia colada na bunda e batom vermelho? Clichê que nunca abandonamos, seja no expressionismo alemão ou na pornochanchada.

Então você, mulher, quando ver que estamos fazendo bobagem, não tente nos entender. Nós somos seres rudes, fomos criados para caçar o mamute e ganhar vocês com tacapes na cabeça e afins. Não fomos forjados em meio a saraus e simpósios sobre a psique feminina. Erramos desde nossos primeiros ancestrais e assim será para sempre. Mas assim como insistimos em erros do passado, aprendemos um monte de coisas no meio do caminho. Por exemplo, descobrimos que era possível descer das árvores e que xavecos canastras arrancam calcinhas.

Para ilustrar o dito aqui, vale usar do seguinte exemplo: nós somos aquele ciclope bobo que a Xena – com a sua pouca roupa de sempre – pula em cima e faz de bobo. Entenderam? Se vocês, com pouca roupa, pularem em cima da gente, ficamos meio mongóis. A gente baba e tal.

Então fica combinado da seguinte forma: nenhum homem é incompreensível. Nós somos mais fáceis de manusear do que aquele monte de cremes, cada qual com a sua função. Pouca roupa dá pau na gente (mais uma para vocês: piadas cretinas são o nosso forte, o elo de identificação com nossos ancestrais).  Difícil mesmo é compreender a lei antifumo ou porque camisa, bermuda e meia social preta não é uma boa ideia de roupa para ir no aniversário de três anos do seu sobrinho.

Medo de Mulher?

23/10/2009

Sim, temos. Não medo, pânico pra ser mais exato.

Muitos caras podem bater no peito e falar que não, outros podem até chamar de bichinha aquele amigo que se conforma com o fato mas, histórico, genético e ambientalmente somos programados para ter medo de mulheres. Medo não, pânico.

Tá, estou exagerando um pouco. Não é pânico, mas um medinho básico rola sempre, claro. E o cara que diz que não é um profundo mentiroso e pior, medroso da pior estirpe.

Este foto de sentirmos medo, porém, não é culpa nossa ou de vocês, é apenas uma das verdades pétreas da vida, válida apenas, como muitas das coisas descritas por aqui, quando temos algum sentimento em relação a vocês. Uma mulher pela qual não sentimos absolutamente nada causa tanto medo quanto uma bola de algodão. E como sentimento, por gentileza, entendam não só a paixão (homem apaixonado é burro, lembram?) como respeito, querer bem, pena, preocupação. Traduzindo, qualquer tipo de sentimento.

Você já se perguntou porque um cara seguro, firme e calmo, naquela hora de terminar um relacionamento gagueja, inventa historinhas que possam abreviar o momento e parecem moleques pegos aprontando algo?

Você já leu o post da Mística do Te Ligo Amanhã? Se questionou o porque nós temos medo de falar algo que contrarie as suas expectativas?

A resposta para estas e muitas outras perguntas é bem simples: Medo.

E porque um homem tem medo de uma mulher e necessita de sua aprovação, seu consentimento?

Simplesmente porque somos programados para isso pela primeira figura feminina que conhecemos na vida, também chamada  Mãe. Mãe é aquele ser que temos que respeitar acima de tudo, que pode nos dar uma bronca e uma surra, que praticamente nos mata psicologicamente quando se sente magoada por algum ato nosso.

Até bandido tem mãe e, acredite, tem medo e respeito por ela.

Isso é incutido de forma tão profunda em nossa cabeça que acabamos por associar o sexo feminino a essa figura de mãe e, em momentos de confronto, quando temos que abandonar o lado lógico e racional preponderante nos nossos cérebros e cair no desconhecido lado dos “sentimentos”. Sim, quando gaguejamos para você, estamos com tanto medo de vocês quanto tínhamos da nossa mãe quando ela vinha nos perguntar se quebramos o vaso jogando bola dentro da sala.

Vou, de novo, lembrar que tudo isso é válido apenas no caso de nutrirmos algum sentimento por vocês, ok? Não confundam canalhice com medo, apesar de vocês terem uma dificuldade tremenda de fazer esta distinção.

Pra encerrar vou falar especialmente pra você menina que está esfregando uma mãozinha na outra, com um sorriso malicioso nessa cara safada achando que descobriu a américa e que, sabendo que homens sim sentem medo de você já está fazendo aquela associação na sua linda cabecinha para tirar alguma vantagem disso.

Pra você, só tenho uma coisa a dizer: O medo vem do menino perante a mãe. Acontece que o menino vira adolescente e vira homem e o exercício do medo pode virar encheção de saco e, lembre-se, sempre tem uma hora que saímos de casa e damos as costas à mãe.

Tesão

13/10/2009

Por mais que as meninas acreditem, homem não é uma máquina de tesão que “não pode ver um rabo de saia” e já sai atrás. Tá, somos prioritariamente seres feitos para trepar, mas daí a comparar isso com tesão, tem uma grande diferença.

Homens trepam, fato. E isso beira uma necessidade fisiológica que algumas vezes nada tem a ver com o tesão propriamente dito. Pergunte para qualquer amigo mais sincero quantas trepadas ele deu apenas por trepar, sem nenhum tesão especial envolvido. Você vai se surpreender.

Mas sabendo disso, o que é tesão para um homem? Tesão é aquela coisa que distingue uma trepada básica de algo realmente fenomenal.

Bom, se tesão pra homem é isso, o que dá tesão em um homem? Sendo absurdamente generalista, vou tentarresponder essa pergunta. Se você não gosta de generalizações, não me encha o saco. É impossível fazer um texto não generalista sem ser chato. E coisas chatas não dão tesão.

Vamos lá, agora dividindo homens por faixas etárias :

14 aos 19 anos

Nessa faixa absolutamente qualquer coisa dá tesão. De um buraco de fechadura até a velha surda da Praça é Nossa.

20 aos 25 anos

Mulheres gostosas (sim, aquelas do padrão gostosa) e praticamente qualquer mulher que queira trepar com o cara no final da noite.

26 aos 30 anos

Mulheres gostosas (sim, aquelas do padrão gostosa) e praticamente qualquer mulher que queira trepar com o cara no final da noite, bonita e que não seja chata.

31 aos 35 anos

Mulheres que queiram trepar com ele e, pelo queiram entendam desejem e não topem. Mulheres que saibam trepar e não sejam apenas um par de pernas abertas. Mulheres fetiche como ruivas, ninfetas safadas, peitões. Aqui o que começa a mandar é o envolvimento com o ato, mais do que o invólucro.

36 aos 40 anos

Basicamente o mesmo da faixa dos 31 aos 35, adicionando o fator de não serem chatas e não fazerem doce. A paciência aqui começa a declinar. Cada vez mais a postura conta.

40 aos 50 anos

Basicamente o mesmo da faixa acima mas que acima de tudo não encham o saco e que não exijam o extremo vigor de um atleta. Qualquer forma de cobrança é um corta tesão.

acima de 50 anos

Nessa faixa absolutamente qualquer coisa dá tesão. De um buraco de fechadura até a velha surda da Praça é Nossa. Desde que tenha pernas e tope trepar.

Como vocês podem ver meninas, não é nada de outro mundo. Basicamente e no fundo, tudo passa por um binômio idade + atitude de vocês. E o que podemos classificar como o oposto, o corta tesão? Neste caso podemos colocar isso diretamente sem repartir por idade. Claro que nas faixas extremas, poucas coisas cortam tesão, mas vamos lá:

1) Cobrança: Nenhum homem curte cobrança, de forma alguma. Se tiver que explicar como fazer algo, faça com jeitinho. Falar que o cara não sabe o que está fazendo (e acredite, nós não nascemos sabendo) é um corta-tesão clássico.

2) Não me toques: Nada é mais broxante do que um “ai, assim não” ou um “não, não pega aí”. Existem jeitos de você inverter algo que você não curta de uma forma sensual. Jogar na lata ou ficar fazendo doces é um pé no saco.

3) Passividade: O estilo boneca inflável só é aceitável se pudermos, no final, tirar a tampa da válvula, esvaziar, guardar na gaveta e pedir uma pizza. Se vc quer um final com conversas e carinhos, participe. E não, por mais que sua bunda seja fenomenal, sua barriguinha inexistente, isso não é o suficiente. Leia de novo este parágrafo se você pensa assim.

4) Ausência: Não tá sendo legal pra você? Não está curtindo? Não vai conseguir gozar? Bom, nesses casos você pode fazer duas coisas. Dar um jeito de explicar, numa boa, a melhor forma para você ou parar tudo e pedir pra ir embora. Acredite, pior que a “boneca infável” é a “boneca inflável entediada”.

5) Exagero: Acredite, nós conseguimos ver se aquele grito é de verdade ou é forçado só pra nos empolgar. Conseguimos ver que aquela posição maluca que você está pedindo é porque é legal ou é apenas uma tentativa de surpreender. Se aquela safadeza é natural ou inventada. Seja você mesma, não precisamos de uma atriz pornô pra sentirmos tesão, a não ser que isso seja natural e seu. Já “assistimos” todos os filmes pornô do mundo para saber o que é fingimento, e isso é um saco.

Bem simples, fácil e direto. Faltou só falar que clima também conta. Não espere que, porque ontem tivemos um tesão absurdo com vocês que sempre vamos ter. Não somos máquinas liga/desliga. Mas isso vou falar outro dia.

Convidado – Wanderley Scarpignato

06/10/2009

Hoje teremos um texto de Wanderley Scarpignato, vulgo Wandeko. Wandeko é um leprechaum, baixinho, careca e risível, mas é meu amigo, ok?

Cara divertido que topa todas, está sempre sorrindo e até é um cara legal, daqueles que você sempre convida para festas. Como todo cara com mais de 30 e separado já tem uma certa experiência no trato com seres do sexo feminino e mesmo assim não deixa de se surpreender. Abaixo vai mais um desabafo. E o primeiro texto baseado em fatos reais deste blog.

Esquizofrênicas

Em se tratando de mulheres e relacionamentos, posso dizer que sou um imã para as malucas, esquizofrênicas ou, como queiram chamar, “loucas de carteirinha”! Sério, acho que fiz alguma coisa de errado em outra vida e to pagando por isso agora. E esse é apenas um dos “causos” recentes!

Primeiramente, queria dizer: mulher quando quer dar, ela vai dar e pronto. Seja pra você, pro seu amigo, pro seu vizinho, seu irmão ou pro brinquedinho que está no criado-mudo dela. Mas ela vai dar. Se você for bom no 171, pode se dar bem. Ou não.

Ela irá te ligar as três da manhã, num sábado, falando, bêbada, que vai passar na sua casa, pra dormir com você. Claro, você não vai recusar, vai achar ótimo, afinal, depois de horas trocando links com seus amigos onanistas do YouPorn e RedTube, você vai poder se “aliviar”.

E o sexo rola solto, pega daqui, morde ali… bem, chega de detalhes. Vamos ao dia seguinte. Ela ainda está no seu apartamento, sem a menor vontade de ir embora. Pelo contrário: ela já está falando em casamento, filhos e até o nome do bichinho de estimação que vocês terão. Oi?!

Aí você olha no celular as 10 ligações perdidas dos amigos que, provavelmente estão te ligando pra beber nessa linda tarde de domingo. Você olha no relógio e vê que já já vai começar o jogo do “parmera” na TV. E olha pro lado e ela ta lá. Começa a jogar verde, tenta ser o mais direto possível, mas ela continua lá. Ok, vocês dão mais uminha, cansam e… ela não foi ainda!

Começa a segunda parte do Faustão, o Fantástico até que ela resolve falar que vai embora. Pô, agora fica pra mais uma rodada de SLS (sexo, louco, selvagem) afinal, você já perdeu o domingão mesmo. Ufa! Você acompanha a moça até o ponto de ônibus (filadaputaquevocêé), volta pra casa, abre uma cerveja, olhas os emails e cama. Pra começar o inferno na segunda. E não falo de trabalho.

Mensagens dizendo que você a usou, que você só queria sexo, só se divertir, que nem da mais atenção pra ela, que isso, que aquilo, foram as coisas mais leves que li, ouvi e deletei. Mas não sou conhecido pelo meu temperamento zen e a resposta a altura, curta, grossa e direta, foi a seguinte: você que me procurou, você que quis vir pra minha casa as três da manhã e achou que íamos apenas conversar e dormir?

Aí, volto ao primeiro post deste blog (A mística do “te ligo amanhã”). Sério. Se não fosse essa avalanche de apurrinhação, de enxeção de saco, de cobranças de uma coisa que não tenho culpa (a não ser de manter o danado dentro das calças), podíamos até ter tido algo, continuarmos como “amigos casuais de sexo”. Mas depois disso, quero distância das malucas, esquizofrênicas e loucas de carteirinha!


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