O convidado de hoje é o Sr. Júlio César Soares da Silva, também conhecido por aí como Imperador (em blogs) e @OImperador no twitter. Amigo de longa data e longos porres, é cabeçudo, infame, dono das piores piadas e virou hominho tem mais ou menos um ano.
Dono dos melhores textos que conheço (conheço o autor, que fique claro) o texto fala filosoficamente sobre entender os homens, no estilo de textos que só o Cabeça consegue produzir.
1+1=Homem
Eu não sei direito como alguém pode dizer que não entende os homens. Porque vá lá, não entender a taxa Selic ou o por que do Sarney ser Senador pelo Amapá se ele é do Maranhão, é aceitável. Agora não entender um ser que funciona da forma mais simples do mundo foge a minha compreensão. Eis a fórmula para que você mesmo possa montar seu próprio homem:
Bebida alcoólica + vicio qualquer + esporte qualquer + pelos por todo o corpo = homem.
Vamos combinar que não é necessário ser um Victor Frankenstein para fazer um bicho desses. E que, obviamente, cérebro foi algo que desenvolvemos para fins próprios. Exemplo disso é que os homens são focados em partidas de futebol e churrascos, mas se perdem completamente em uma loja de roupas ou em um relacionamento.
Eu sei que você aí, do outro lado da tela, vai dizer que o que escrevo é clichê. Claro, visto que somos um meio de transporte para essas bactérias da opinião. Tudo que fazemos, dizemos, escrevemos e, por que não, comemos, é um amontoado de clichês. Sabe o churrasco? Uma reunião de clichês sem fim. E os textos do Nelson Rodrigues? Nada mais do que clichês que adoramos. A secretária gostosa de saia colada na bunda e batom vermelho? Clichê que nunca abandonamos, seja no expressionismo alemão ou na pornochanchada.
Então você, mulher, quando ver que estamos fazendo bobagem, não tente nos entender. Nós somos seres rudes, fomos criados para caçar o mamute e ganhar vocês com tacapes na cabeça e afins. Não fomos forjados em meio a saraus e simpósios sobre a psique feminina. Erramos desde nossos primeiros ancestrais e assim será para sempre. Mas assim como insistimos em erros do passado, aprendemos um monte de coisas no meio do caminho. Por exemplo, descobrimos que era possível descer das árvores e que xavecos canastras arrancam calcinhas.
Para ilustrar o dito aqui, vale usar do seguinte exemplo: nós somos aquele ciclope bobo que a Xena – com a sua pouca roupa de sempre – pula em cima e faz de bobo. Entenderam? Se vocês, com pouca roupa, pularem em cima da gente, ficamos meio mongóis. A gente baba e tal.
Então fica combinado da seguinte forma: nenhum homem é incompreensível. Nós somos mais fáceis de manusear do que aquele monte de cremes, cada qual com a sua função. Pouca roupa dá pau na gente (mais uma para vocês: piadas cretinas são o nosso forte, o elo de identificação com nossos ancestrais). Difícil mesmo é compreender a lei antifumo ou porque camisa, bermuda e meia social preta não é uma boa ideia de roupa para ir no aniversário de três anos do seu sobrinho.