Convidado – Júlio Cesar Soares

28/10/2009 por Junior Costa

O convidado de hoje é o Sr. Júlio César Soares da Silva, também conhecido por aí como Imperador (em blogs) e @OImperador no twitter. Amigo de longa data e longos porres, é cabeçudo, infame, dono das piores piadas e virou hominho tem mais ou menos um ano.

Dono dos melhores textos que conheço (conheço o autor, que fique claro) o texto fala  filosoficamente sobre entender os homens, no estilo de textos que só o Cabeça consegue produzir.

1+1=Homem

Eu não sei direito como alguém pode dizer que não entende os homens. Porque vá lá, não entender a taxa Selic ou o por que do Sarney ser Senador pelo Amapá se ele é do Maranhão, é aceitável. Agora não entender um ser que funciona da forma mais simples do mundo foge a minha compreensão. Eis a fórmula para que você mesmo possa montar seu próprio homem:

Bebida alcoólica + vicio qualquer + esporte qualquer + pelos por todo o corpo = homem.

Vamos combinar que não é necessário ser um Victor Frankenstein para fazer um bicho desses. E que, obviamente, cérebro foi algo que desenvolvemos para fins próprios. Exemplo disso é que os homens são focados em partidas de futebol e churrascos, mas se perdem completamente em uma loja de roupas ou em um relacionamento.

Eu sei que você aí, do outro lado da tela, vai dizer que o que escrevo é clichê. Claro, visto que somos um meio de transporte para essas bactérias da opinião. Tudo que fazemos, dizemos, escrevemos e, por que não, comemos, é um amontoado de clichês. Sabe o churrasco? Uma reunião de clichês sem fim. E os textos do Nelson Rodrigues? Nada mais do que clichês que adoramos. A secretária gostosa de saia colada na bunda e batom vermelho? Clichê que nunca abandonamos, seja no expressionismo alemão ou na pornochanchada.

Então você, mulher, quando ver que estamos fazendo bobagem, não tente nos entender. Nós somos seres rudes, fomos criados para caçar o mamute e ganhar vocês com tacapes na cabeça e afins. Não fomos forjados em meio a saraus e simpósios sobre a psique feminina. Erramos desde nossos primeiros ancestrais e assim será para sempre. Mas assim como insistimos em erros do passado, aprendemos um monte de coisas no meio do caminho. Por exemplo, descobrimos que era possível descer das árvores e que xavecos canastras arrancam calcinhas.

Para ilustrar o dito aqui, vale usar do seguinte exemplo: nós somos aquele ciclope bobo que a Xena – com a sua pouca roupa de sempre – pula em cima e faz de bobo. Entenderam? Se vocês, com pouca roupa, pularem em cima da gente, ficamos meio mongóis. A gente baba e tal.

Então fica combinado da seguinte forma: nenhum homem é incompreensível. Nós somos mais fáceis de manusear do que aquele monte de cremes, cada qual com a sua função. Pouca roupa dá pau na gente (mais uma para vocês: piadas cretinas são o nosso forte, o elo de identificação com nossos ancestrais).  Difícil mesmo é compreender a lei antifumo ou porque camisa, bermuda e meia social preta não é uma boa ideia de roupa para ir no aniversário de três anos do seu sobrinho.

Medo de Mulher?

23/10/2009 por Junior Costa

Sim, temos. Não medo, pânico pra ser mais exato.

Muitos caras podem bater no peito e falar que não, outros podem até chamar de bichinha aquele amigo que se conforma com o fato mas, histórico, genético e ambientalmente somos programados para ter medo de mulheres. Medo não, pânico.

Tá, estou exagerando um pouco. Não é pânico, mas um medinho básico rola sempre, claro. E o cara que diz que não é um profundo mentiroso e pior, medroso da pior estirpe.

Este foto de sentirmos medo, porém, não é culpa nossa ou de vocês, é apenas uma das verdades pétreas da vida, válida apenas, como muitas das coisas descritas por aqui, quando temos algum sentimento em relação a vocês. Uma mulher pela qual não sentimos absolutamente nada causa tanto medo quanto uma bola de algodão. E como sentimento, por gentileza, entendam não só a paixão (homem apaixonado é burro, lembram?) como respeito, querer bem, pena, preocupação. Traduzindo, qualquer tipo de sentimento.

Você já se perguntou porque um cara seguro, firme e calmo, naquela hora de terminar um relacionamento gagueja, inventa historinhas que possam abreviar o momento e parecem moleques pegos aprontando algo?

Você já leu o post da Mística do Te Ligo Amanhã? Se questionou o porque nós temos medo de falar algo que contrarie as suas expectativas?

A resposta para estas e muitas outras perguntas é bem simples: Medo.

E porque um homem tem medo de uma mulher e necessita de sua aprovação, seu consentimento?

Simplesmente porque somos programados para isso pela primeira figura feminina que conhecemos na vida, também chamada  Mãe. Mãe é aquele ser que temos que respeitar acima de tudo, que pode nos dar uma bronca e uma surra, que praticamente nos mata psicologicamente quando se sente magoada por algum ato nosso.

Até bandido tem mãe e, acredite, tem medo e respeito por ela.

Isso é incutido de forma tão profunda em nossa cabeça que acabamos por associar o sexo feminino a essa figura de mãe e, em momentos de confronto, quando temos que abandonar o lado lógico e racional preponderante nos nossos cérebros e cair no desconhecido lado dos “sentimentos”. Sim, quando gaguejamos para você, estamos com tanto medo de vocês quanto tínhamos da nossa mãe quando ela vinha nos perguntar se quebramos o vaso jogando bola dentro da sala.

Vou, de novo, lembrar que tudo isso é válido apenas no caso de nutrirmos algum sentimento por vocês, ok? Não confundam canalhice com medo, apesar de vocês terem uma dificuldade tremenda de fazer esta distinção.

Pra encerrar vou falar especialmente pra você menina que está esfregando uma mãozinha na outra, com um sorriso malicioso nessa cara safada achando que descobriu a américa e que, sabendo que homens sim sentem medo de você já está fazendo aquela associação na sua linda cabecinha para tirar alguma vantagem disso.

Pra você, só tenho uma coisa a dizer: O medo vem do menino perante a mãe. Acontece que o menino vira adolescente e vira homem e o exercício do medo pode virar encheção de saco e, lembre-se, sempre tem uma hora que saímos de casa e damos as costas à mãe.

Tesão

13/10/2009 por Junior Costa

Por mais que as meninas acreditem, homem não é uma máquina de tesão que “não pode ver um rabo de saia” e já sai atrás. Tá, somos prioritariamente seres feitos para trepar, mas daí a comparar isso com tesão, tem uma grande diferença.

Homens trepam, fato. E isso beira uma necessidade fisiológica que algumas vezes nada tem a ver com o tesão propriamente dito. Pergunte para qualquer amigo mais sincero quantas trepadas ele deu apenas por trepar, sem nenhum tesão especial envolvido. Você vai se surpreender.

Mas sabendo disso, o que é tesão para um homem? Tesão é aquela coisa que distingue uma trepada básica de algo realmente fenomenal.

Bom, se tesão pra homem é isso, o que dá tesão em um homem? Sendo absurdamente generalista, vou tentarresponder essa pergunta. Se você não gosta de generalizações, não me encha o saco. É impossível fazer um texto não generalista sem ser chato. E coisas chatas não dão tesão.

Vamos lá, agora dividindo homens por faixas etárias :

14 aos 19 anos

Nessa faixa absolutamente qualquer coisa dá tesão. De um buraco de fechadura até a velha surda da Praça é Nossa.

20 aos 25 anos

Mulheres gostosas (sim, aquelas do padrão gostosa) e praticamente qualquer mulher que queira trepar com o cara no final da noite.

26 aos 30 anos

Mulheres gostosas (sim, aquelas do padrão gostosa) e praticamente qualquer mulher que queira trepar com o cara no final da noite, bonita e que não seja chata.

31 aos 35 anos

Mulheres que queiram trepar com ele e, pelo queiram entendam desejem e não topem. Mulheres que saibam trepar e não sejam apenas um par de pernas abertas. Mulheres fetiche como ruivas, ninfetas safadas, peitões. Aqui o que começa a mandar é o envolvimento com o ato, mais do que o invólucro.

36 aos 40 anos

Basicamente o mesmo da faixa dos 31 aos 35, adicionando o fator de não serem chatas e não fazerem doce. A paciência aqui começa a declinar. Cada vez mais a postura conta.

40 aos 50 anos

Basicamente o mesmo da faixa acima mas que acima de tudo não encham o saco e que não exijam o extremo vigor de um atleta. Qualquer forma de cobrança é um corta tesão.

acima de 50 anos

Nessa faixa absolutamente qualquer coisa dá tesão. De um buraco de fechadura até a velha surda da Praça é Nossa. Desde que tenha pernas e tope trepar.

Como vocês podem ver meninas, não é nada de outro mundo. Basicamente e no fundo, tudo passa por um binômio idade + atitude de vocês. E o que podemos classificar como o oposto, o corta tesão? Neste caso podemos colocar isso diretamente sem repartir por idade. Claro que nas faixas extremas, poucas coisas cortam tesão, mas vamos lá:

1) Cobrança: Nenhum homem curte cobrança, de forma alguma. Se tiver que explicar como fazer algo, faça com jeitinho. Falar que o cara não sabe o que está fazendo (e acredite, nós não nascemos sabendo) é um corta-tesão clássico.

2) Não me toques: Nada é mais broxante do que um “ai, assim não” ou um “não, não pega aí”. Existem jeitos de você inverter algo que você não curta de uma forma sensual. Jogar na lata ou ficar fazendo doces é um pé no saco.

3) Passividade: O estilo boneca inflável só é aceitável se pudermos, no final, tirar a tampa da válvula, esvaziar, guardar na gaveta e pedir uma pizza. Se vc quer um final com conversas e carinhos, participe. E não, por mais que sua bunda seja fenomenal, sua barriguinha inexistente, isso não é o suficiente. Leia de novo este parágrafo se você pensa assim.

4) Ausência: Não tá sendo legal pra você? Não está curtindo? Não vai conseguir gozar? Bom, nesses casos você pode fazer duas coisas. Dar um jeito de explicar, numa boa, a melhor forma para você ou parar tudo e pedir pra ir embora. Acredite, pior que a “boneca infável” é a “boneca inflável entediada”.

5) Exagero: Acredite, nós conseguimos ver se aquele grito é de verdade ou é forçado só pra nos empolgar. Conseguimos ver que aquela posição maluca que você está pedindo é porque é legal ou é apenas uma tentativa de surpreender. Se aquela safadeza é natural ou inventada. Seja você mesma, não precisamos de uma atriz pornô pra sentirmos tesão, a não ser que isso seja natural e seu. Já “assistimos” todos os filmes pornô do mundo para saber o que é fingimento, e isso é um saco.

Bem simples, fácil e direto. Faltou só falar que clima também conta. Não espere que, porque ontem tivemos um tesão absurdo com vocês que sempre vamos ter. Não somos máquinas liga/desliga. Mas isso vou falar outro dia.

Convidado – Wanderley Scarpignato

06/10/2009 por Junior Costa

Hoje teremos um texto de Wanderley Scarpignato, vulgo Wandeko. Wandeko é um leprechaum, baixinho, careca e risível, mas é meu amigo, ok?

Cara divertido que topa todas, está sempre sorrindo e até é um cara legal, daqueles que você sempre convida para festas. Como todo cara com mais de 30 e separado já tem uma certa experiência no trato com seres do sexo feminino e mesmo assim não deixa de se surpreender. Abaixo vai mais um desabafo. E o primeiro texto baseado em fatos reais deste blog.

Esquizofrênicas

Em se tratando de mulheres e relacionamentos, posso dizer que sou um imã para as malucas, esquizofrênicas ou, como queiram chamar, “loucas de carteirinha”! Sério, acho que fiz alguma coisa de errado em outra vida e to pagando por isso agora. E esse é apenas um dos “causos” recentes!

Primeiramente, queria dizer: mulher quando quer dar, ela vai dar e pronto. Seja pra você, pro seu amigo, pro seu vizinho, seu irmão ou pro brinquedinho que está no criado-mudo dela. Mas ela vai dar. Se você for bom no 171, pode se dar bem. Ou não.

Ela irá te ligar as três da manhã, num sábado, falando, bêbada, que vai passar na sua casa, pra dormir com você. Claro, você não vai recusar, vai achar ótimo, afinal, depois de horas trocando links com seus amigos onanistas do YouPorn e RedTube, você vai poder se “aliviar”.

E o sexo rola solto, pega daqui, morde ali… bem, chega de detalhes. Vamos ao dia seguinte. Ela ainda está no seu apartamento, sem a menor vontade de ir embora. Pelo contrário: ela já está falando em casamento, filhos e até o nome do bichinho de estimação que vocês terão. Oi?!

Aí você olha no celular as 10 ligações perdidas dos amigos que, provavelmente estão te ligando pra beber nessa linda tarde de domingo. Você olha no relógio e vê que já já vai começar o jogo do “parmera” na TV. E olha pro lado e ela ta lá. Começa a jogar verde, tenta ser o mais direto possível, mas ela continua lá. Ok, vocês dão mais uminha, cansam e… ela não foi ainda!

Começa a segunda parte do Faustão, o Fantástico até que ela resolve falar que vai embora. Pô, agora fica pra mais uma rodada de SLS (sexo, louco, selvagem) afinal, você já perdeu o domingão mesmo. Ufa! Você acompanha a moça até o ponto de ônibus (filadaputaquevocêé), volta pra casa, abre uma cerveja, olhas os emails e cama. Pra começar o inferno na segunda. E não falo de trabalho.

Mensagens dizendo que você a usou, que você só queria sexo, só se divertir, que nem da mais atenção pra ela, que isso, que aquilo, foram as coisas mais leves que li, ouvi e deletei. Mas não sou conhecido pelo meu temperamento zen e a resposta a altura, curta, grossa e direta, foi a seguinte: você que me procurou, você que quis vir pra minha casa as três da manhã e achou que íamos apenas conversar e dormir?

Aí, volto ao primeiro post deste blog (A mística do “te ligo amanhã”). Sério. Se não fosse essa avalanche de apurrinhação, de enxeção de saco, de cobranças de uma coisa que não tenho culpa (a não ser de manter o danado dentro das calças), podíamos até ter tido algo, continuarmos como “amigos casuais de sexo”. Mas depois disso, quero distância das malucas, esquizofrênicas e loucas de carteirinha!

Amizade entre Homem e Mulher

28/09/2009 por Junior Costa

É possível amizade entre homem e mulher?

Se nos guiarmos pela evidência estatística relevante a resposta é simples e clara: Não!

Antes que voem as pedras explico que essa é a visão masculina do caso e vou explicar o porquê. Até acredito que as meninas acreditem ter melhores amigos homens e acho que realmente vocês consigam tê-los. O que não acredito, tirando as exceções que vou explicar é que homem consiga ter um relacionamento de pura amizade com uma mulher.

A primeira exceção clara e óbvia que permite a existência da amizade Homem X Mulher é o cara ser gay. Acho que isso é auto-explicativo, não?

A segunda exceção é simples também e, acredite, bastante comum. Ela é o desvio da estatística que nos faz confundir o meu não alí em cima e fez você balançar a cabeça de forma negativa quando leu, pensando que eu devo ser um babaca doido ou coisa assim. Essa exceção é simples, o cara não quer trepar com você. Pode ser que ele não sinta o menor tesão por você, pode ser que você seja namorada ou esposa do amigo dele E ele não sinta o menor tesão por você, pode ser que você seja namorada ou esposa do amigo dele e ele GOSTE de verdade desse amigo. Neste caso o cara consegue estrapolar e ser seu amigo. Tá, talvez mais um colega no terceiro caso.

Neste ponto cabe um parêntese importante: O que é amizade?

Estou definindo aqui como amizade algo que vocês meninas costumam dizer: Amigos não trepam. Se extrapolarmos esse conceito besta de vocês todo esse texto perde sentido afinal, para nós, amigos trepam sim! Com isso em mente, que a amizade escrita alí em cima exclui a possibilidade de sexo, voltemos…

Terceira e última exceção e, talvez a que vocês menos entendem e mais abusam: O cara que você chama de amigo está apaixonado por você. Já vimos num texto anterior que homens apaixonados são idiotas. Aqui temos mais um exemplo de idiotice mór masculina. O cara é capaz de ficar perto de você, segurar tuas broncas, ouvir tuas confissões amorosas e sexuais apenas para estar perto de você, porque esse idiota em questão é louco por você e, apesar de cada confissão amorosa doer como uma facada, está lá porque é o mais perto que vai conseguir estar de você. E cada vez que esse cara ouvir: “ah, nós somos amigos” ele vai se sentir um merda.

Tirando essas três exceções meninas, aquele teu super-amigo vai te comer sim, desde que tenha oportunidade. Pode acreditar. E isso não vai nos tornar menos amigos, pelo menos sob o nosso ponto de vista.

Convidado – Zander Catta Preta

18/09/2009 por Junior Costa
Segundo post da série de convidados.

Desta vez um texto de Zander Catta Preta. Um velho safado e promíscuo sem o menor senso do ridículo e que trabalha com putaria na internet. Isso por sí só já diz muito.

Zander apareceu na minha vida apresentado como “amigo” por uma namorada. Amigo uma ova, visto que ele a cantava desesperadamente. A namorada foi, Zander ficou. Definitivamente aqueles casos em que perdí duas vezes. Parceiro de álcool, de idéias, de velhice, de confidências, de sonhos (ou ausência deles), até de vestibular e faculdade entre diversas outras coisas, esse arremedo de Woody Allen totalmente sem noção vai fazer companhia pra mim na velhice, se alguém lembrar de nos tirar do sol…

Sobre dar na primeira noite

Bom, já que fui censurado aqui com um conto originalmente escrito para essa joça, vou dissertar sobre as minhas opiniões sobre o tema “dar na primeira noite”.

Nunca entendi o porquê disso. Nunca. Ever.

A lógica da negação do sexo a fim de prender o parceiro é tão idiota que chega a ser pedestre. Mas vamos lá dissecar essa pérola culturalmente cultivada por nossa sociedade machista e chauvinista.

1) “Se eu der na primeira vez ele vai achar que eu sou uma vagabunda.”

Amiga, se o teu bofe for do tipo que realmente acha isso, é melhor dar o passa-fora nele já de cara. É um cretino que também deve achar que mulher só serve para passar, cozinhar, limpar a casa e ser a empregada doméstica que ele terá o privilégio (ou a obrigação) de ter relações carnais com numa regularidade duvidosa.

Só acha que é vagabunda quem dá o tipo de cara que acha tambéme que tem de ter uma mulher para comer, outra para casar (a qual ele guarda virgem até o dia D) e outra para datilografar os seus textos enquanto consulta o jornal do dia. Ou seja, é um cara anacrônico e que precisa submeter a fêmea para se sentir macho. Ou tem um puta medo do poder da xana.

2) “Quero conhecer melhor o cara antes de dar para ele. Não me sinto confortável em dar da primeira vez pro distinto.”

Nesse caso, a coisa faz um pouco (bem pouco) de sentido. A menina tem dificuldade para se soltar, para ficar pelada na frente de um desconhecido, para gozar loucamente com um estranho. Ok. Justo. Mas isso não é fruto de algum tipo de restrição? de criação virginal cinquentista? Nesse caso, vale a pena ser sincera e dizer: “amor, não dou no primeiro encontro porque não me sinto bem dando para um cara que só saí uma vez” e sem enrolações. Se o cara entender, beleza. Senão, beleza também. Só não enrole muito porque a fila anda e o caixa é rápido.

3) “Ele vai me comer e ir embora. Não quero perder esse cara.”

Porque não? não é melhor esse rapaz já dar a linha? Ele queria transar, te achou gata, gostosa, sexy, uma dinamitadora de zíperes, e quis transar contigo. Aí vocês transam, gozam, dizem que foi ótimo e vão cada um para sua respectiva casa. Isso é o máximo que um cara desses tem para você, lindona.

Amiga, às vezes é tudo o que o homem tem para ti, uma boa foda.

Agora, se você acha que em cada cafa que cruza teu caminho tem um príncipe encantado, sinto te dizer que os contos de fadas sempre envolvem algum tipo de morte e sacrifício. No teu caso, do mundo real. Então, para ser salva pelo cavaleiro na armadura brilhante e seu alazão branco, muita coisa precisa mudar. Pra começar, você precisa ser uma princesa. O que não deve ser o caso, né?

4) “Preciso me valorizar”. Aí é a velha esquizofrenia da buceta-de-ouro, buceta-de-lata. Ou a menina “se valoriza” colocando o seu sexo como o último biscoito do pacote ou é “só sexo” e o sexo vale porra nenhuma. Cacilda, meninas. Decidam-se.

As mulheres esquecem que o sexo é o carinho mais íntimo, a vontade mais honesta que um homem pode ter por você. É o instinto primeiro e último que ele terá. O resto, o que preenche esses dois pontos, é apenas a vida.

Agora, se você não se garante na cama, não gosta do babado ou não tem nenhuma libido nessa cabecinha, melhor enrolar o cujo mesmo. Vai que encontra um mané que tope, né?

Badtrip de Estrogênio

14/09/2009 por Junior Costa

No texto do Gabriel, por mais que ele negue ou me contrarie exaltando o seu romantismo exacerbado, vemos o surgimento de um ser patético e desprezível: Um homem apaixonado.

Homem apaixonado é a coisa mais idiota que jamais habitou o planeta terra. Acredite, todo homem que já se apaixonou olha pra trás com vergonha e sem conseguir se reconhecer.

Agora cabe a explicação: Porque homem apaixonado é tão nojento?

Simplesmente porque este não é o nosso estado natural. Mulheres são por definição seres apaixonados que se entregam a tudo. Estão habituadas a viver num turbilhão de emoções se apaixonando por caras, por sapatos, por empregos, por filmes, por profissões. Já os homens não se apaixonam naturalmente.

Apaixonar-se é um exercício de submissão. É submeter-se ao desejo e aos humores do objeto. É saber que a existência dele por perto já é o motivo daquela alegria estúpida que só os apaixonados conhecem.

Homens, por definição, exercitam o poder. Faz parte da nossa personalidade, da nossa criação, da nossa genética. Até as “paixões” de um homem, quando não amorosas, são exercícios de poder. Envolvem esportes (agressividade), carros (instrumento de poder), etc.

E é aí que o poderozinho de repente se vê apaixonado, submisso e pronto, temos um ser totalmente perdido e sem nenhum referencial onde se apoiar. Aquele objeto de paixão não é mais algo controlável, é algo que controla. E nós simplesmente não sabemos lidar com isso, porque não faz parte da cartilha básica que temos incrustrada dentro da nossa cabeça ridícula.

E partimos para colocar músicas para o objeto ouvir, fazer declarações aos berros (mesmo silenciosos), ter atitudes patéticas. É quando nos colocamos no papel feminino que toda a nossa testosterona dá passagem a uma badtrip de estrogênio nos levando a lugares que não gostaríamos de ir conscientemente.

E normalmente, por mais que vocês meninas falem que sonham com isso, vocês na realidade não gostam desse cara. Porque no sonho padrão de vocês, vocês desejam realmente uma piscina de testosterona, ao invés de uma confortável caneca de estrogênio que vocês estão tão acostumadas.

Daí que vem o que nós definimos como: Mulheres querem os bonzinhos mas se apaixonam pelos cafajestes.

Porque os cafajestes não estão apaixonados, apesar de que todos, sem excessão, cafajestes ou santinhos, um dia são acometidos desse mal.

Convidado – Gabriel Louback

03/09/2009 por Junior Costa
Este post abre uma série de posts com convidados que farei de agora em diante. Vou tentar, pelo menos uma vez por semana, trazer um texto de amigos que corroborem as coisas que escrevo por aqui.

Pra começar um texto de Gabriel Louback. Irmão pra todas as horas ele se acha jornalista, mas é um contista da vida real, como vocês poderão ler aí em baixo. Maloqueiro, cachaceiro e todas as coisas boas que queremos de um amigo. Romântico incorrigível, aprecia a vida com parcimônia. Pode ser encontrado lá no Crônico.
É recomendado ler escutando High and Dry – Radiohead.*

I bet you think that’s pretty clever, don’t you boy?*

Era 1994. O Brasil seria ou já havia sido campeão do mundo pela 4ª vez. Não lembro se foi antes ou depois de julho. Na verdade, eu achava que tinha acontecido em 93, mas fui pesquisar e o CD ‘Calango’, do Skank, só saiu um ano depois do que imaginei.

Como foi em 1994, eu estava na 4ª série do primário. Sempre foi fácil lembrar os anos de colégio. E o primeiro fora a gente nunca esquece. Na verdade, acho que não foi o primeiro de todos. Talvez tenha sido o primeiro a me deixar engasgado, até com um pouco de raiva.

Como eu disse, Calango tinha sido lançado e o hit parade pertencia ao Skank. Eu sabia o álbum inteiro de cor. Tirando duas músicas mais chatinhas, ouvia todas. Eu só tinha dois discos: Calango e Nevermind. O clássico do Nirvana foi o primeiro que comprei, antes mesmo de possuir um CD player. E lembro que no dia em que fomos comprar o aparelho, para poder ouvir os cinco ‘disquinhos lasers’ que já tínhamos em casa, meu pai comprou o Calango pra mim. Saímos de Guarulhos e fomos até o SP Market, pra lá de Santo Amaro, porque tinha um CD player mais barato. Hoje em dia eu conseguiria convencer meu pai a não ir, simplesmente mostrando que a quantidade de gasolina gasta daria para comprar um aparelho mais caro, em um lugar mais perto, e ainda sair pra jantar no Outback.

OK, volta. A história não é essa. Enfim, eu gostava da Andréa/Andrea/Andreia/Andréia. Não lembro direito. Digamos que seja Andrea, que fica mais fácil de escrever, eu não entro em confusão com a reforma ortográfica e todo mundo sai feliz. Menos o Gabrielzinho, de 1994.

Eu gostava bastante da guria. Ela foi a primeira Winnie Cooper que apareceu na minha vida. Eu era um eterno Kevin Arnold. Jurava que os caras do programa iam fazer pesquisa de campo lá em casa, perguntando pra minha mãe o que rolava na minha vida. Deve ter sido um deleite quando ouviram a história da Andrea.

Estudávamos na mesma classe. Ela não fazia o tipo da ‘massa’. Poucos garotos reparavam nela, o que a tornava mais interessante ainda. Ou reparavam, mas eram tão cagões quanto eu. Como sempre fui muito ruim em xavecar, sempre usei a tática [falha] de virar amigo antes. Só fui me dar conta do quanto isso me atrapalhou anos depois. Como éramos amigos, constantemente ligava para ela, falando de trivialidades. Lição de casa, provas etc. Decidi que estava cansado daquilo. Não dava mais para ficar enrolando, sem ela saber o que eu sentia. Liguei, oi, tudo bem, o que você está fazendo e já emendei: “Olha essa música que ouvi e fiquei pensando em você…”. Entra o Samuel Rosa cantando: “Te ver e não te querer, é improvável é impossível. Te ter e ter que esquecer, é insuportável é dor incríveeel”. Na verdade, foram 20 segundos de introdução, até ele entrar cantando. Tem todo o “Arrarraum iê… uh uh uh. Arrarraum iê. Noaiuntchu cybers”.

Coloquei o CD no meu mini system, aumentei o volume e colei o bocal do telefone nas caixinhas de som. A sorte à época: era um minis system portátil e o telefone era sem fio. Pude ir para o quarto, fechar a porta e pagar esse mico em paz. Eu deixei o Sr. Rosa cantar o refrão [que abre a música], cantar a primeira estrofe inteira [“É como mergulhar num rio e não se molhar”], o refrão de novo, a segunda estrofe inteira [“É como esperar o prato e não salivar”] e o refrão. São dois minutos cravados. E finalizei com aquela técnica de ir abaixando o som aos poucos para parecer que a música acabou. [Nem eu acredito que fiz isso... Minha cara agora, se você pudesse ver, é de desaprovação com "que dó do Gabrielzinho"]. Fade out na música até ficar silêncio.

Gabrielzinho: E então?
Andrea: Er… ah… o que tem de lição de casa pra amanhã?

Juro. Pensando agora, não foi meu primeiro fora. Mas foi a primeira grande decepção. A expectativa de qualquer comentário sobre aquilo e nada. Simplesmente nada. Nem um “Que bosta, Gabriel”. Talvez tivesse sido melhor. Mas não. Ela preferiu falar da lição de casa. Eu não entendia e não a perdoava. Hoje sei que não poderia cobrar qualquer coisa dela. Eu fiz esperando um retorno. Apresentei algo com o fim de ter outro algo em troca. Uma resposta, que fosse.

Aprendi – não sei quando, não sei como – que a gente deve fazer as coisas pelo prazer de fazê-las. Talvez eu esteja errado ou você talvez discorde de mim. Se escrevo para alguém, não é esperando uma resposta. Se eu te visito, não é para ver o quanto você sorriu na hora em que me viu na porta. É simplesmente porque estou com vontade de fazer aquilo. É para satisfazer a minha vontade – o que estou sentindo – qualquer que seja o resultado. O fim está na própria ação, e não no que ela vai causar.

Fiquei traumatizado, mas ‘perdoei’ a Andrea. Tenho a vaga lembrança de ter falado com ela sobre isso. Não sei se foram dias, meses ou anos depois, mas lembro dela me pedir desculpas. De dizer que, no momento, não sabia o que responder. De nunca ter tido oportunidade de sequer pensar que eu [ou alguém] gostasse dela. Não há como culpá-la. E por muitos anos eu me culpei. Mas aprendi também a relevar meus próprios ‘erros’ e a perdoá-los. Entender que eu nem sempre soube das coisas e que nunca vou saber por completo.

[E que não posso tocar "Te Ver" por 2 minutos para uma guria e no final dar um fade out para parecer que a música terminou.]

Existe homem fiel?

31/08/2009 por Junior Costa

Não!

Daí voam as pedras em mim, mas desculpem, é a verdade. Homens não são fiéis, homens estão fiéis, simples assim. Não adianta mimimi, não adianta chororô, nem de homens nem de meninas.

Homens satisfeitos e/ou apaixonado são fiéis sim. Homens insatisfeitos não são, com as famosas (e raras) exceções que confirmam a regra. Nós trepamos sem envolvimento emocional, isso também é um fato. Talvez por isso, a tal traição pra nós não queira dizer tanta coisa assim mas, acredite, apenas quando nós traímos. Tente nos trair e verá que vamos nos justificar pelo ódio momentâneo dizendo (ou pensando) que mulheres, quando traêm, o fazem com o coração, enquanto nós fazemos apenas com o pau. Ok, ok, clichês à parte, todo o dito tem um fundo de verdade e uma boa dose de mentira, afinal mulheres também traem sem envolvimento.

É da natureza humana a poligamia (humana e animal, lógico) e é hipocrisia separarmos por gênero a capacidade de fidelidade. Mas não posso dizer nada por vocês, apenas por nós. E acredite e aceite, nós não somos fiéis, apenas eventualmente estamos.

Este post foi feito em resposta à pergunta de uma leitora nos comentários. Caso tenham dúvidas, não se acanhem de perguntar.

Celulite, parte 2

26/08/2009 por Junior Costa

Primeiro, desculpem a demora nas atualizações. Muito trabalho e coisas tristes aconteceram nos últimos dias, nenhuma cabeça nem bom humor pra escrever. Mas vamos lá.

No último post listei alguns tipos de homem. Um tipo que dispensa qualquer análise (os curva de rio), dois que corroboram a neurose que vocês tem com corpo e aparência e um que será o padrão pra falarmos agora, os desencanados.

Nada contra meninas que gostem dos Moleques ou dos Semi-Viados, cada uma com seu mau gosto mas nós, os desencanados, não damos a mínima pras neuras que vocês tem. Vamos falar de algumas delas:

Mãos

Já falaei de mãos por aqui. Cinco dedos é mão feita. Claro que se as unhas estiverem sujas como a de um mecânico ou aquele bicolor de esmalte descascado, só aquelas rebarbas no cantinho, vamos achar feio, ponto. De resto, acredite, se falarmos que a cor tá bonita é só pra inflar o ego de vocês e facilitar uma eventual cantada. Um desencanado de verdade não vai lembrar que cor eram as suas unhas ontem. Mas vamos lembrar com certeza se vocês as cravaram nas nossas costas, sabe como é?

Barriga, bunda grande, coxas grossas

Nós TEMOS barriga. Nós não nos importamos com barriga. Claro que uma barriguinha lisa e definida é deliciosa, mas uma pancinha não é demérito NENHUM. SÉRIO! Nós sonhamos com atrizes pornôs, com dançarinas de axé, com capas da Playboy sim. Mas nós não somos nenhum modelo de revista nem ator de cinema. Logo acredite, normalmente nós achamos você MUITO mais gostosa do que você mesma se acha. Bunda grande e coxas grossas? Já ouví meninas se queixando disso. QUALÉ? Isso é sonho de consumo. Se o encaixe for legal, tudo isso é detalhe.

Celulite

Nove entre dez desencanados não tem certeza do que venha a ser celulite. É tanto nome, celulite, estria, varizes que poxa, dá pra confundir. Sabemos que isso são nomes de pequenas imperfeições que quando efetivamente estão ao alcance das mãos não querem dizer absolutamente nada! Se o encaixe está bom, nós queremos mais é encher as mãos e curtir. Ah, quer saber do décimo desencanado? Bom, ele jura que sabe o que é celulite, mas com certeza está errado.

Cabelos

Tá, cor de cabelo é meio fetichista. Ruivas naturais são fetiche pra muitos caras, mas elas são raras. Se o seu cabelo não parecer uma samambaia agonizante no deserto nós também não daremos muita bola pra isso. Preferimos, via de regra, cabelos naturais, nada daquelas coisas que nem podemos passar as mãos porque “vai desarrumar”. Seu charme pode estar nos cabelos, no pescoço, no colo, nos peitos. Cada mulher tem seu ponto positivo (e, acredite, TODAS tem). Não vai ser horas e fortunas tentando melhorar o cabelo que vai fazer você ficar mais ou menos interessante. Cuide-se, só isso.

Maquiagem

Gostamos? Sim, gostamos. Mas nada exagerado, pelamor. Uma coisinha discreta conta muito mais pontos do que aquele reboque que demora horas pra fazer e que não podemos nem passar a mão no rosto. Liberados para casamentos, mas poxa, queremos tocar vocês sem que vocês se transformem no bozo.

Acreditem, se nós fomos falar com vocês, convidamos você pra sair, é porque você é interessante, BEM interessante. E normalmente você é interessante mais pelo que é do que pelo que se esforça alucinadamente em ser. Claro que não estou pregando o desleixo. Mulher arrumada e cheirosa é ótima, mas não esperamos que você seja perfeita, porque sabemos que NÓS não somos perfeitos. A diferença é que não queremos ser perfeitos (exceto os outros grupos já citados). Nós queremos alguém legal, que achemos bonitas e gostosas e, nesse ponto, homens são absurdamente diferentes entre sí. Não conheço dois caras que gostem exatamente do mesmo tipo de beleza, cada qual valorizando um aspecto. E acaba sendo ridículo vocês todas procurando seguirem um padrão pra ficarem iguais.

O que conta mesmo, no final, é como vocês usam o corpo de vocês com a gente. Mas isso fica pro próximo post.